sábado, 14 de junho de 2025

PARTILHANDO NOS MEDIA

 Os Ciganos

 de Sophia de Mello Breyner Andresen


Escolhi este livro porque me foi aconselhado pela professora de Português.

É um conto que nos fala sobre um menino chamado Ruy que vivia numa casa com demasiadas regras e rotinas.

Um dia, foi surpreendido pelo rataplã de um tambor que o desafiou a saltar o muro da sua casa e lá foi ele ao encontro de um acampamento de ciganos onde conheceu Gela, uma linda menina cigana, de olhos cor de avelã, que o ensinou a andar em cima de um arame. E ele ensinou-a a ler e a escrever.

Tornaram-se amigos e Ruy aprendeu os costumes deste povo, sentindo-se muito feliz e seguro longe de casa.

Será que Ruy regressa a casa e já não recebe ralhetes dos pais?

Lê esta encantadora história sobre a verdadeira amizade e a liberdade!

 

Aproveitem as férias para a lerem!

Rabane Barbosa, n.º 19, 5.ºC

quinta-feira, 5 de junho de 2025

Lídia Jorge

 ESCRITOR DO MÊS - JUNHO


Lídia Lídia Lídia Lídia Lídia Lídia Lídia


Jorge Jorge Jorge Jorge Jorge Jorge


Romancista e contista portuguesa


Nasceu em 1946, Boliqueime, Algarve







De regresso a Lisboa continuou a atividade docente e, em 1980, publicou o romance O Dia dos Prodígios, que lhe valeu o Prémio Ricardo Malheiros, da Academia das Ciências de Lisboa. Esta sua primeira obra publicada deve um impulso à revolução de Abril de 1974. O Dia dos Prodígios constrói-se como uma alegoria do país fechado e parado que Portugal era sob a ditadura, permanentemente à espera de uma força que o transformasse. O romance teve grande impacto junto do público e da crítica e Lídia Jorge foi de imediato saudada como uma das mais importantes revelações das letras portuguesas e uma renovadora do nosso imaginário romanesco.
O disco continha principalmente versões de músicas folk tradicionais, hinos gospel e blues que Dylan tocou à guitarra acústica e harmónica, que formaram o seu som de marca.



Nos romances de Lídia Jorge, a condição sociocultural das personagens, sobretudo as femininas, reflete-se em diálogos, testemunhos a que não é alheia a atenção que a autora dispensa à tradição oral, em relação direta com a crónica da nossa história recente, antes e depois da revolução.



A par da atividade literária, Lídia Jorge foi professora convidada da Faculdade de Letras de Lisboa, atividade que interrompeu para desempenhar funções na Alta Autoridade para a Comunicação Social, entre 1990 e 1994.


O Vento Assobiando nas Gruas (2002) é mais um romance da autora e aborda a relação entre uma mulher branca com um homem africano e o seu comportamento perante uma sociedade de contrastes. Este seu livro venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores em 2003.



Os seus livros têm-lhe merecido variadíssimos prémios e estão

traduzidos para diversas línguas, como alemão, galego, búlgaro, castelhano, esloveno, grego, francês, hebraico, húngaro, italiano, holandês, romeno, sueco e inglês, entre outras.







terça-feira, 20 de maio de 2025

BOB DYLAN

 ESCRITOR DO MÊS - MAIO




BOB DYLAN


Cantor | Compositor | Escritor | Ator | Pintor | Artista Visual

Nome artístico de Robert Allen Zimmerman

Nasceu a 24 de maio de 1941, em Duluth, no estado de Minnesota, USA.

Os seus pais eram descendentes de Judeus Russos.





Cresceu em Hibbing, uma pequena cidade mineira. Desde cedo, mostrou interesse pela música, sozinho, aprendeu a tocar guitarra e piano. Aos 10 anos, começou a escrever poemas.

Inspirado por artistas como Woody Guthrie, começou a tocar guitarra e harmónica ainda na adolescência.

Abandonou os estudos universitários e mudou-se para Nova Iorque em 1961, determinado a integrar a cena folk da cidade.  Aí, assume o nome de Bob Dylan, um dos muitos que usou para se expressar artisticamente. Dylan, aliás, vem de Dylan Thomas, um dos poetas mais importantes da língua inglesa.

Chegado a Greenwich Village, conquistou rapidamente a admiração do público e de figuras influentes, como a cantora Joan Baez, que ajudou a impulsionar a sua carreira.


Ele chamou a atenção da Columbia Records, que lançou o seu álbum de estreia “Bob Dylan”, a 19 de Março de 1962.


O disco continha principalmente versões de músicas folk tradicionais, hinos gospel e blues que Dylan tocou à guitarra acústica e harmónica, que formaram o seu som de marca.


A música de Bob Dylan foi moldada por várias tradições musicais.

O folk e o blues foram as suas principais influências iniciais, particularmente Woody Guthrie, cuja abordagem musical e política teve um impacto profundo no jovem músico.

No entanto, Dylan absorveu também elementos do rock 'n' roll, do jazz e da literatura, especialmente da poesia de Allen Ginsberg.

Esta mistura de referências fez dele um letrista distinto, capaz de escrever canções que transcendiam os limites da música popular, mantendo sempre uma simplicidade que tornaram a sua música muito acessível: o foco estava sempre e principalmente no texto e na ideia que Dylan queria transmitir.





  • Em 2004, foi eleito pela revista Rolling Stone o 7º maior cantor de todos os tempos e, pela mesma revista, o 2º melhor artista da música de todos os tempos, ficando atrás somente dos Beatles.
  • Uma das suas principais canções, "Like a Rolling Stone", foi escolhida como uma das melhores de todos os tempos.
  • Influenciou diretamente grandes nomes do rock americano e britânico dos anos de 1960 e 1970. 
  • Em 2012, Dylan foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama.



Em 2016

Bob Dylan é Nobel da Literatura


O músico norte-americano tornou-se o 113.º escritor a receber o mais cobiçado prémio literário do planeta. 

"Por ter criado novas formas de expressão poética no quadro da grande tradição da música americana", foi assim que a Academia Sueca justificou a entrega do Nobel ao cantor norte-americano.

É o primeiro norte-americano a ganhar o prémio desde Toni Morrison, em 1993.

Mais relevante, porém, é o facto de, depois de vários anos em que o seu nome foi avançado como possível vencedor, a atribuição do Nobel a Dylan servir como legitimação literária da canção popular, de que o cantor de Blowing in the wind é um dos maiores representantes. "

(in Público de 13/10/2016)






terça-feira, 22 de abril de 2025

WILLIAM SHAKESPEARE

 ESCRITOR DO MÊS - ABRIL



WILLIAM SHAKESPEARE


William Shakespeare foi um poeta, dramaturgo e ator inglês.

Autor de tragédias famosas como "Hamlet", "Otelo", "Macbeth" e "Romeu e Julieta", foi considerado uma das maiores figuras literárias da língua inglesa.

É chamado frequentemente de poeta nacional da Inglaterra e de "Bardo do Avon".





Nasceu: 23 de abril de 1564, Stratford-upon-Avon, Reino Unido

Faleceu: 23 de abril de 1616, Stratford-upon-Avon, Reino Unido

Cônjuge: Anne Hathaway (de 1582 a 1616)

Filhos: Susanna Hall, Hamnet Shakespeare e Judith Quiney


 




Infância e juventude

William iniciou seus estudos na sua cidade natal, mas aos 13 anos a família empobreceu tendo o jovem que deixar os estudos e trabalhar no comércio do pai.

Com 18 anos casou-se com a aldeã Anne Hathaway, nove anos mais velha que ele. 

Nessa época, Shakespeare já escrevia versos e assistia a todas as representações das companhias que chegavam a Stratford.

Em 1586, o jovem Shakespeare envolveu-se com más companhias sendo obrigado a deixar a família e a refugiar-se em Londres.

Trabalhou em várias funções, entre elas a de guardar cavalos na porta do teatro de James Burbage, o primeiro teatro de Londres. 

Nessa época, período do reinado de Elizabeth I, Londres vivia uma intensa atividade artística. Shakespeare estudou muito e leu autores clássicos, novelas, contos e crónicas, que foram fundamentais para sua formação de dramaturgo.





Início da carreira de dramaturgo

Shakespeare passou a ser o copista oficial da companhia e também representava pequenos papéis. Em 1589 já adaptava peças de autores anónimos e escrevia o maior número das peças apresentadas no Globe Theatre.

Durante as diversas temporadas, só interrompidas pela peste negra, Shakespeare começou a se destacar como ator e dramaturgo.





Obras  

A arte de Shakespeare compreende 37 peças teatrais, 2 longos poemas e 154 sonetos, escritos provavelmente entre 1590 e 1613, além de vários trechos em verso.

As suas peças constam de 17 comédias, 10 dramas e 10 tragédias que retratam a sociedade inglesa durante três séculos de sua evolução.

Os dois poemas narrativos são: “Vênus e Adonis” (1593), baseado em Ovídio, e “Lucrécia” (1594), baseado em Tito Lívio, obras tipicamente renascentistas dedicados ao seu protetor Henry Wriotherly, conde de Chamberlain.

“Romeu e Julieta”, foi a primeira grande obra de Shakespeare na qual fez a personificação do amor irrealizado. Um insípido poema narrativo de Arthur Brooke foi transformado na mais célebre de todas as tragédias de amor. Além de cenas eróticas entre Julieta e Romeu chamam a atenção os papéis de Mercúrio, do frei Laurence e da ama. Romeu e Julieta é a obra mais famosa do dramaturgo nos países de língua romântica, mas certas inconsistências ainda revelam a mocidade do autor, contudo é a maior das tragédias especificamente renascentista do poeta. 


Frases de Shakespeare




"É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada."


"A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõem."

"Os homens de poucas palavras são os melhores."

"Chorar sobre as desgraças passadas é a maneira mais segura de atrair outras."

"Ter um filho ingrato é mais doloroso do que a mordida de uma serpente!"

quarta-feira, 2 de abril de 2025

 


Texto elaborado com base no provérbio: 

«A alegria é um tesouro que vale mais do que o ouro.».

 

O tesouro da infância esquecida

 

  Era uma tarde chuvosa, quando decidi explorar o velho sótão da casa dos meus avós, um lugar sempre misterioso. Entre pó e teias de aranha, vi um baú de madeira com os fechos enferrujados.

Com as mãos a tremer, abri-o e senti como se tivesse descoberto um tesouro perdido. Lá dentro, encontrei um conjunto de fotografias antigas, um diário com capa de couro desgastado e um pequeno urso de peluche com os olhos remendados.

  Enquanto passava as folhas do diário, percebi que era da minha avó e tinha sido escrito durante a sua juventude. As palavras dela mostravam sonhos e aventuras que eu jamais imaginaria. Em cada página, havia uma ligação entre o seu passado e o meu presente.

  O momento que mais me marcou foi quando segurei o urso de peluche ao qual eu, em criança, chamava de Ted. De repente, memórias esquecidas da minha infância inundaram-me de alegria.

  Ao descer do sótão, percebi que a descoberta não tinha preço. Não era feito de ouro, mas de lembrança e laços familiares que, agora, valorizo mais do que nunca.

 

Laura Sousa, 6.º C 

 

PARTILHANDO NOS MEDIA

 O autocarro de Rosa Parks

         de Fabrizio Silei


Este livro fala de uma viagem feita por um avô e pelo seu neto ao museu Henry Ford em Detroit. O avô queria mostrar uma coisa ao neto. 

Quando chegaram ao museu Henry Ford, o neto pensava que só iam ver automóveis, mas depois chegou um senhor alto e imponente que lhes indicou o autocarro.

O avô disse logo que era aquele o autocarro. O neto, sem perceber o que se estava a passar, reparou no retrato de uma senhora com uma medalha. Entraram no autocarro e o avô começou a contar-lhe uma história.

Contou-lhe que, em 1955, quando ele tinha 26 anos, vivia em Montgomery. Nessa altura, os negros tinham a sua própria escola e os seus próprios cafés. Em muitos estabelecimentos podia ler-se: “Whites Only”, ou seja, destinavam-se apenas a brancos, pois era proibida a entrada de negros.

Esta história fala de racismo, mas, no final, apresenta uma grande lição, pois um pequeno ato de coragem teve um enorme impacto na sociedade.

O avô e o Jeremy trabalhavam como bagageiros na estação de comboios. O Jeremy, por deixar cair uma mala do proprietário da estação, foi logo despedido.

Era dia 1 de dezembro de 1955 e o avô apanhou o autocarro, precisamente o mesmo autocarro do museu Henry Ford. Por sorte, ele conseguiu sentar-se.

Depois de algumas paragens, entrou Rosa Parks, costureira negra, com 42 anos de idade. Na paragem seguinte, entraram quatro pessoas de pele branca e todos os passageiros negros se levantaram à exceção de Rosa Parks. O condutor ordenou que ela também se levantasse, mas ela disse “NÃO”.

Rosa Parks, levada por dois polícias, foi presa. Como forma de apoio, a comunidade uniu-se em protesto e deixou de andar de autocarro. Após 14 meses de luta jurídica, liderada por Martin Luther King, o Supremo Tribunal declarou, finalmente, como inconstitucional a segregação racial nos transportes.

Graças a Rosa Parks o mundo começou a mudar.

Depois de contar esta história ao neto, o avô levou-o a comer um gelado.

 Rosa Parks foi condecorada em junho de 1999 pelo então presidente Bill Clinton, tendo recebido a Medalha de Ouro do Congresso norte-americano.

Na cerimónia, no discurso de agradecimento, destacou que a homenagem deveria servir para encorajar todos os que lutam pela igualdade de direitos em todo o mundo.

 A passagem do texto que mais gostei foi quando o avô disse ao neto “...há sempre um autocarro que passa pela vida de cada um de nós.”

 A desobediência de Rosa Parks foi um grande ato de coragem, tendo desencadeado um protesto. Como forma de apoio, a comunidade uniu-se e deixou de andar de autocarro. Portanto, não devemos ter medo, mas sim coragem de lutar pelos direitos e igualdades entre os homens.

 

Aconselho a todos a leitura deste livro, porque é muito interessante.

Não percam a leitura!

Carolina Bessada, 5.º B