sexta-feira, 19 de junho de 2026

 

Misericórdia de Lídia Jorge - oferta de Natal de 2024 do tio mais querido e próximo que tenho.


Desejo veementemente continuar a trocar as nossas mensagens deliciosas por muitos anos. E, já agora, aproveito o momento para lhe lançar um desafio: Porque não me envia os seus pareceres, opiniões sobre tantos e tantos livros que eu sei que leu. Não precisa de se preocupar com a forma. Se bem que eu sei que isso é impossível. Mas, às vezes, em poucas palavras consegue-se dizer muito. Partilhe convosco e com o mundo o que pensa sobre cada um dos livros que e leu. Só faz um de cada vez e será publicado no Blogue da Biblioteca do nosso agrupamento, outrora a sua casa. Ainda é recordado com muito carinho. Eu vou ouvindo e eu também sei. Fico à espera.

 A meados de 2026 e ainda não consegui concluir a leitura desta obra de Lídia Jorge. Não me emociona. Acho-o exageradamente descritivo e repetitivo.

Já pensei em não o concluir, mas algo em mim espera que algo aconteça e me “obriga” a procurar surpresa e o encanto.

É como nos filmes…por vezes, estou a ver, não gosto, mas tenho sempre aquela esperança teimosa de que o final traga a grande mensagem, aquele input que emociona e que faz pensar: afinal parece que valeu a pena a espera. Nem sempre acontece…

457 páginas. Perdoe-me Lídia Jorge pela falta de compreensão, mas creio que com 200 ou mais ou menos…conseguiria transmitir a mesma mensagem.

As descrições são tão minuciosas e semelhantes que se tornam aborrecidas. Será a minha alma que não se compadece com alguma lentidão e urge-lhe rapidez.

Sim. É um facto que a vida, por vezes, ou muitas vezes, é aborrecida, mas lá vem uns dias que a tornam espantosamente bela.

A velhice, o fim da vida é, naturalmente e na maioria dos casos, triste porque as nossas capacidades físicas, intelectuais, emocionais também se vão baralhando e dão lugar a algo triste e incompreensível. Mas, é assim. Nada ou pouco a fazer. Ou talvez algo que a Ciência vá contribuindo e, claro o indispensável carinho humano que tanto alivia e produz sorrisos maravilhosos, com olhares que se cruzam de forma entranhável. E depois disso o dia valeu a pena.

E lá faço um intervalo na leitura porque ainda não consegui interrompê-la de forma definitiva e colocar o livro na estante do escritório e dizer quando o vejo: “aquele não consegui terminar!”

Já tenho outro à espera, também oferta de alguém que adoro. Dizem que é bom. Na verdade, preciso de ler algo bom, que me aporte novidade de ideias, pensamentos, abordagens, histórias.

E, de repente analiso, mais uma vez, a capa do “Misericórdia”, a quantidade de páginas, os prémios recebidos e volto a perguntar-me: Porque não gosto?

Perdoe-me a escritora e todos os que o apreciaram, quem mo ofereceu com tanto carinho. Eu tentei, eu continuo a tentar, mas ainda não consegui.

Talvez por conhecer bem esta realidade, nada me surpreendeu e com isto não quero dizer que as estadias em lares são necessariamente más, pelo contrário são uma necessidade das sociedades atuais e existem excelentes exemplos que nos prestam este apoio de retaguarda.

“Diga o que precisa, perguntou a Diretora. Mas eu preciso de alguma coisa que a Noronha não me pode dar. Um lugar seguro, inalcançável, inviolável, onde possa guardar o papel com a mensagem. Só que não há gaveta, não há bolso, não há bolsa, não há travesseiro, nem colchão, nem fundo de bainha, nem sola de sapato que só eu sozinha tenha acesso e essa é a dificuldade de me encontra a viver no Hotel Paraíso. Exílio. Não há nada que seja só meu, nem o meu corpo, nem o meu espírito.” Esta foi uma das intervenções da personagem principal.

É uma grande verdade, difícil de a gente se adaptar.

E, ainda bem que temos quem nos acompanhe, nos dê um banho, nos ajude a saber onde guardamos a roupa ou o papel da mensagem… sim, porque o mais provável é que nos esqueçamos e, ter de procurar é demasiado cansativo!

Prometo fazer um esforço para o terminar.

Tenho a certeza que muita gente gostou do livro.

Helena Magalhães

 

 

 

terça-feira, 28 de abril de 2026

 “O Gato que Salvava Bibliotecas”

    De Sosuke Natsukawa

 

Abril é o mês da Liberdade e da celebração dos livros, assinalada pelo Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor (23 de abril). É, por isso, o momento ideal para refletir sobre o verdadeiro valor da leitura.

     Em O Gato que Salvava Bibliotecas”, Sosuke Natsukawa, escritor japonês, apresenta-nos uma história delicada, mas profundamente atual. A obra aborda um problema cada vez mais evidente: a banalização da leitura e o consumo rápido e superficial de conteúdos. Num mundo dominado pela pressa, onde se lê muito, mas se absorve pouco, este livro surge como um convite à reflexão.

O autor lembra-nos que os livros não são meros objetos para encher prateleiras ou números em estatísticas. São, acima de tudo, ferramentas de transformação capazes de desenvolver o pensamento crítico, a empatia e a imaginação.

A narrativa centra-se na personagem Nanami, uma jovem apaixonada por livros, que estabelece uma ligação com um gato falante, Tigre. Juntos, embarcam numa missão inesperada: salvar livros que começam a desaparecer de uma biblioteca, um espaço que simboliza refúgio, memória e conhecimento.

Pelo caminho, terão de enfrentar desafios difíceis e uma figura enigmática que coloca à prova o verdadeiro significado da leitura.

Com uma escrita simples e envolvente, o autor mistura realidade e fantasia de forma harmoniosa, criando uma história que tanto encanta como faz pensar.

Este livro destaca a importância de preservar os livros, não apenas como objetos físicos, mas como património cultural e humano.

 

Se ainda não conheces este universo, vale a pena começar por O Gato que Salvava Livros”, a obra anterior do autor, que ajuda a compreender melhor o espírito desta história.

 Porque, no fundo, salvar livros… é também salvar leitores.

A Profª Rosa Fernandes

 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Texto de Opinião

SUPER-HERÓI


Na minha opinião, um super-herói deve ser corajoso e capaz de ajudar os outros.

Em primeiro lugar, um herói enfrenta dificuldades sem desistir e mostra coragem ao enfrentar perigos, como Ulisses os enfrentou.

Além disso, um herói deve ser inteligente e paciente; pensar antes de agir é muito importante.

Por fim, um super-herói não precisa de super poderes para ajudar e respeitar os outros.

Concluindo, todos nós podemos ser super-heróis; basta querer.

Érica Pereira, 6.ºD



Texto de Opinião

 “A teu ver, como deve ser um herói?”


Para mim, um herói não precisa de ter superpoderes nem de usar capa. Um herói é alguém que faz o bem, mesmo quando é difícil. Pode ser uma pessoa comum, como uma mãe, uma professora ou até uma amiga.

Um herói deve ser corajoso, mas não apenas para lutar. Deve ter coragem para dizer a verdade, ajudar quem precisa e defender quem é mais fraco. Também deve ser responsável e pensar nas consequências das suas ações. Um verdadeiro herói não ajuda para receber elogios, mas porque sabe que está a fazer o correto.

Acho que um herói também deve saber ouvir e respeitar os outros. Nem sempre é fácil ser justo ou paciente, mas essas qualidades fazem a diferença. Um herói pode errar, mas aprende com os seus erros e tenta melhorar.

No dia a dia, existem muitos heróis que passam despercebidos. São pessoas que ajudam os outros, que não desistem e que tornam o mundo um pouco melhor. Por isso, acredito que qualquer pessoa pode ser um herói, se agir com bondade, coragem e respeito.

Débora Rodrigues, n.º 5, 6.º DParte inferior do formulário

Apreciação Crítica

 Apreciação crítica do teatro T’Ulisses


A peça de teatro “T’Ulisses” foi muito divertida e interessante. Gostei muito de assistir, porque foi engraçada e estava muito bem preparada.

As personagens foram uma das partes de que mais gostei. Tinham emoções diferentes da história original, o que tornou a peça ainda mais divertida. Também achei graça ao nome do terceiro membro, “Coisinho”, que trouxe mais humor ao espetáculo.

A história fala de Ulisses, mas tem algumas mudanças em relação à versão original. Essas alterações tornaram a peça mais animada, com momentos engraçados e danças cheias de energia e criatividade. Houve partes em que nos ríamos muito e outras em que ficávamos em silêncio a prestar atenção.

Apesar de haver apenas três atores, eles representaram várias personagens em momentos diferentes, o que foi muito interessante e mostrou o seu talento.

Recomendo esta peça de teatro a todos, pois foi uma das melhores a que já assisti.



Carolina Bessada, nº 4,   6.º B

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

EMOÇÕES

 RAIVA

 

A raiva é muito impaciente com tudo e com todos.

Quando está tudo bem, ela arranja sempre alguma forma de aborrecer alguém, mas eu sei que, no fundo, ela é boa pessoa.

Fisicamente ela é uma menina alta, magra, com cabelo curto e doirado, tem olhos castanhos e usa muitas roupas vermelhas que condiz com a sua cor natural “vermelha”.

Ela tem um coração enorme só que é consumido pelo seu estado natural: a “Raiva”.

Alice Santos, n.º 1, 6.º D

EMOÇÕES

 TÉDIO


 

Este é o tédio: é muito preguiçoso e também não gosta de falar, mas sempre que fala, não sei como, sai-lhe alguma coisa muito incrível.

Ele não é muito simpático, mas é inteligente. Só não gosta de estudar.

Não gosta de se arranjar e sai de casa com uma aparência de quem caiu da cama apesar de um belo cabelo azul-escuro.

Ele é incrível, uma grande emoção, fantástico e muito importante.

  

Mateus Mendes, nº13, 6.ºB