Mostrar mensagens com a etiqueta personalidade de referência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta personalidade de referência. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 5 de junho de 2025

Lídia Jorge

 ESCRITOR DO MÊS - JUNHO


Lídia Lídia Lídia Lídia Lídia Lídia Lídia


Jorge Jorge Jorge Jorge Jorge Jorge


Romancista e contista portuguesa


Nasceu em 1946, Boliqueime, Algarve







De regresso a Lisboa continuou a atividade docente e, em 1980, publicou o romance O Dia dos Prodígios, que lhe valeu o Prémio Ricardo Malheiros, da Academia das Ciências de Lisboa. Esta sua primeira obra publicada deve um impulso à revolução de Abril de 1974. O Dia dos Prodígios constrói-se como uma alegoria do país fechado e parado que Portugal era sob a ditadura, permanentemente à espera de uma força que o transformasse. O romance teve grande impacto junto do público e da crítica e Lídia Jorge foi de imediato saudada como uma das mais importantes revelações das letras portuguesas e uma renovadora do nosso imaginário romanesco.
O disco continha principalmente versões de músicas folk tradicionais, hinos gospel e blues que Dylan tocou à guitarra acústica e harmónica, que formaram o seu som de marca.



Nos romances de Lídia Jorge, a condição sociocultural das personagens, sobretudo as femininas, reflete-se em diálogos, testemunhos a que não é alheia a atenção que a autora dispensa à tradição oral, em relação direta com a crónica da nossa história recente, antes e depois da revolução.



A par da atividade literária, Lídia Jorge foi professora convidada da Faculdade de Letras de Lisboa, atividade que interrompeu para desempenhar funções na Alta Autoridade para a Comunicação Social, entre 1990 e 1994.


O Vento Assobiando nas Gruas (2002) é mais um romance da autora e aborda a relação entre uma mulher branca com um homem africano e o seu comportamento perante uma sociedade de contrastes. Este seu livro venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores em 2003.



Os seus livros têm-lhe merecido variadíssimos prémios e estão

traduzidos para diversas línguas, como alemão, galego, búlgaro, castelhano, esloveno, grego, francês, hebraico, húngaro, italiano, holandês, romeno, sueco e inglês, entre outras.







terça-feira, 20 de maio de 2025

BOB DYLAN

 ESCRITOR DO MÊS - MAIO




BOB DYLAN


Cantor | Compositor | Escritor | Ator | Pintor | Artista Visual

Nome artístico de Robert Allen Zimmerman

Nasceu a 24 de maio de 1941, em Duluth, no estado de Minnesota, USA.

Os seus pais eram descendentes de Judeus Russos.





Cresceu em Hibbing, uma pequena cidade mineira. Desde cedo, mostrou interesse pela música, sozinho, aprendeu a tocar guitarra e piano. Aos 10 anos, começou a escrever poemas.

Inspirado por artistas como Woody Guthrie, começou a tocar guitarra e harmónica ainda na adolescência.

Abandonou os estudos universitários e mudou-se para Nova Iorque em 1961, determinado a integrar a cena folk da cidade.  Aí, assume o nome de Bob Dylan, um dos muitos que usou para se expressar artisticamente. Dylan, aliás, vem de Dylan Thomas, um dos poetas mais importantes da língua inglesa.

Chegado a Greenwich Village, conquistou rapidamente a admiração do público e de figuras influentes, como a cantora Joan Baez, que ajudou a impulsionar a sua carreira.


Ele chamou a atenção da Columbia Records, que lançou o seu álbum de estreia “Bob Dylan”, a 19 de Março de 1962.


O disco continha principalmente versões de músicas folk tradicionais, hinos gospel e blues que Dylan tocou à guitarra acústica e harmónica, que formaram o seu som de marca.


A música de Bob Dylan foi moldada por várias tradições musicais.

O folk e o blues foram as suas principais influências iniciais, particularmente Woody Guthrie, cuja abordagem musical e política teve um impacto profundo no jovem músico.

No entanto, Dylan absorveu também elementos do rock 'n' roll, do jazz e da literatura, especialmente da poesia de Allen Ginsberg.

Esta mistura de referências fez dele um letrista distinto, capaz de escrever canções que transcendiam os limites da música popular, mantendo sempre uma simplicidade que tornaram a sua música muito acessível: o foco estava sempre e principalmente no texto e na ideia que Dylan queria transmitir.





  • Em 2004, foi eleito pela revista Rolling Stone o 7º maior cantor de todos os tempos e, pela mesma revista, o 2º melhor artista da música de todos os tempos, ficando atrás somente dos Beatles.
  • Uma das suas principais canções, "Like a Rolling Stone", foi escolhida como uma das melhores de todos os tempos.
  • Influenciou diretamente grandes nomes do rock americano e britânico dos anos de 1960 e 1970. 
  • Em 2012, Dylan foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama.



Em 2016

Bob Dylan é Nobel da Literatura


O músico norte-americano tornou-se o 113.º escritor a receber o mais cobiçado prémio literário do planeta. 

"Por ter criado novas formas de expressão poética no quadro da grande tradição da música americana", foi assim que a Academia Sueca justificou a entrega do Nobel ao cantor norte-americano.

É o primeiro norte-americano a ganhar o prémio desde Toni Morrison, em 1993.

Mais relevante, porém, é o facto de, depois de vários anos em que o seu nome foi avançado como possível vencedor, a atribuição do Nobel a Dylan servir como legitimação literária da canção popular, de que o cantor de Blowing in the wind é um dos maiores representantes. "

(in Público de 13/10/2016)






segunda-feira, 17 de março de 2025

ANA CASTRO OSÓRIO


ESCRITORA DO MÊS - MARÇO


ANA CASTRO OSÓRIO


Ana de Castro Osório foi uma escritora, especialmente no domínio da literatura infantil, jornalista, pedagoga, feminista e ativista republicana portuguesa.




Nasceu: 18 de junho de 1872, Mangualde

Faleceu: 23 de março de 1935, Setúbal

Filhos: João Osório de Castro, José Osório de Castro e Oliveira

Cônjuge: Paulino de Oliveira (desde 1889)

Pais: Mariana Osório de Castro, João Baptista de Castro

Organizações fundadas: Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, Grupo Português dos Estudos Feministas.



No início do século XX, num tempo em que as mulheres não tinham direitos, Ana Castro Osório tornou-se feminista. 

A República estava a começar quando escreve e publica o primeiro manifesto feminista português. Defendia que homens e mulheres deviam ser aliados, ter igual acesso à escola e ao trabalho, os mesmos salários. Saber ler e escrever eram o princípio da mudança. Por isso, abraçou outra causa: criou manuais escolares e editou livros para crianças. Ana, o grande amor do poeta Camilo Pessanha, é considerada a mãe da literatura infantil em Portugal. Sem saber, estava a iniciar a história de um novo género literário.









Como as histórias que editou, a vida de Ana de Castro Osório é matéria fantástica para um livro.

Podia começar com “era uma vez” uma mulher corajosa e determinada que acreditava no poder da fantasia para instruir, formar e divertir os mais pequenos.

Queria trazer livros a um país dominado pelo analfabetismo. 

Defendia o direito à educação e à cultura, por isso, a par da luta feminista que desenvolveu, dedicou-se também à causa da literatura.











A alfabetização seria sempre uma das grandes preocupações; queria ensinar as letras às mulheres que, no início do século XX, não podiam sequer votar. Foi em defesa do direito ao voto, à educação, ao trabalho, a ter um salário igual ao dos homens, que redigiu em 1905 o primeiro Manifesto Feminista Português. 

Em 1911 escreveu “A Mulher no Casamento e no Divórcio” e colaborou com Afonso Costa, então ministro da Justiça, na elaboração da Lei do Divórcio.




  • Entre 1911 e 1916 viveu no Brasil, acompanhando o marido, que fora nomeado cônsul em S. Paulo. 
  • Com o deflagrar da 1ª Guerra Mundial fundou a Comissão de Mulheres Pela Pátria, a partir da qual se formou, em 1916, a Cruzada das Mulheres Portuguesas.
  • Em 1916 exerceu as funções de subinspectora do trabalho da 1ª Circunscrição Industrial do Ministério do Trabalho. 
  • Foi condecorada com a Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1919) e com a Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial (1931).