quarta-feira, 2 de abril de 2025

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 O autocarro de Rosa Parks

         de Fabrizio Silei


Este livro fala de uma viagem feita por um avô e pelo seu neto ao museu Henry Ford em Detroit. O avô queria mostrar uma coisa ao neto. 

Quando chegaram ao museu Henry Ford, o neto pensava que só iam ver automóveis, mas depois chegou um senhor alto e imponente que lhes indicou o autocarro.

O avô disse logo que era aquele o autocarro. O neto, sem perceber o que se estava a passar, reparou no retrato de uma senhora com uma medalha. Entraram no autocarro e o avô começou a contar-lhe uma história.

Contou-lhe que, em 1955, quando ele tinha 26 anos, vivia em Montgomery. Nessa altura, os negros tinham a sua própria escola e os seus próprios cafés. Em muitos estabelecimentos podia ler-se: “Whites Only”, ou seja, destinavam-se apenas a brancos, pois era proibida a entrada de negros.

Esta história fala de racismo, mas, no final, apresenta uma grande lição, pois um pequeno ato de coragem teve um enorme impacto na sociedade.

O avô e o Jeremy trabalhavam como bagageiros na estação de comboios. O Jeremy, por deixar cair uma mala do proprietário da estação, foi logo despedido.

Era dia 1 de dezembro de 1955 e o avô apanhou o autocarro, precisamente o mesmo autocarro do museu Henry Ford. Por sorte, ele conseguiu sentar-se.

Depois de algumas paragens, entrou Rosa Parks, costureira negra, com 42 anos de idade. Na paragem seguinte, entraram quatro pessoas de pele branca e todos os passageiros negros se levantaram à exceção de Rosa Parks. O condutor ordenou que ela também se levantasse, mas ela disse “NÃO”.

Rosa Parks, levada por dois polícias, foi presa. Como forma de apoio, a comunidade uniu-se em protesto e deixou de andar de autocarro. Após 14 meses de luta jurídica, liderada por Martin Luther King, o Supremo Tribunal declarou, finalmente, como inconstitucional a segregação racial nos transportes.

Graças a Rosa Parks o mundo começou a mudar.

Depois de contar esta história ao neto, o avô levou-o a comer um gelado.

 Rosa Parks foi condecorada em junho de 1999 pelo então presidente Bill Clinton, tendo recebido a Medalha de Ouro do Congresso norte-americano.

Na cerimónia, no discurso de agradecimento, destacou que a homenagem deveria servir para encorajar todos os que lutam pela igualdade de direitos em todo o mundo.

 A passagem do texto que mais gostei foi quando o avô disse ao neto “...há sempre um autocarro que passa pela vida de cada um de nós.”

 A desobediência de Rosa Parks foi um grande ato de coragem, tendo desencadeado um protesto. Como forma de apoio, a comunidade uniu-se e deixou de andar de autocarro. Portanto, não devemos ter medo, mas sim coragem de lutar pelos direitos e igualdades entre os homens.

 

Aconselho a todos a leitura deste livro, porque é muito interessante.

Não percam a leitura!

Carolina Bessada, 5.º B

 

 

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