sexta-feira, 19 de junho de 2026

 

Misericórdia de Lídia Jorge - oferta de Natal de 2024 do tio mais querido e próximo que tenho.


Desejo veementemente continuar a trocar as nossas mensagens deliciosas por muitos anos. E, já agora, aproveito o momento para lhe lançar um desafio: Porque não me envia os seus pareceres, opiniões sobre tantos e tantos livros que eu sei que leu. Não precisa de se preocupar com a forma. Se bem que eu sei que isso é impossível. Mas, às vezes, em poucas palavras consegue-se dizer muito. Partilhe convosco e com o mundo o que pensa sobre cada um dos livros que e leu. Só faz um de cada vez e será publicado no Blogue da Biblioteca do nosso agrupamento, outrora a sua casa. Ainda é recordado com muito carinho. Eu vou ouvindo e eu também sei. Fico à espera.

 A meados de 2026 e ainda não consegui concluir a leitura desta obra de Lídia Jorge. Não me emociona. Acho-o exageradamente descritivo e repetitivo.

Já pensei em não o concluir, mas algo em mim espera que algo aconteça e me “obriga” a procurar surpresa e o encanto.

É como nos filmes…por vezes, estou a ver, não gosto, mas tenho sempre aquela esperança teimosa de que o final traga a grande mensagem, aquele input que emociona e que faz pensar: afinal parece que valeu a pena a espera. Nem sempre acontece…

457 páginas. Perdoe-me Lídia Jorge pela falta de compreensão, mas creio que com 200 ou mais ou menos…conseguiria transmitir a mesma mensagem.

As descrições são tão minuciosas e semelhantes que se tornam aborrecidas. Será a minha alma que não se compadece com alguma lentidão e urge-lhe rapidez.

Sim. É um facto que a vida, por vezes, ou muitas vezes, é aborrecida, mas lá vem uns dias que a tornam espantosamente bela.

A velhice, o fim da vida é, naturalmente e na maioria dos casos, triste porque as nossas capacidades físicas, intelectuais, emocionais também se vão baralhando e dão lugar a algo triste e incompreensível. Mas, é assim. Nada ou pouco a fazer. Ou talvez algo que a Ciência vá contribuindo e, claro o indispensável carinho humano que tanto alivia e produz sorrisos maravilhosos, com olhares que se cruzam de forma entranhável. E depois disso o dia valeu a pena.

E lá faço um intervalo na leitura porque ainda não consegui interrompê-la de forma definitiva e colocar o livro na estante do escritório e dizer quando o vejo: “aquele não consegui terminar!”

Já tenho outro à espera, também oferta de alguém que adoro. Dizem que é bom. Na verdade, preciso de ler algo bom, que me aporte novidade de ideias, pensamentos, abordagens, histórias.

E, de repente analiso, mais uma vez, a capa do “Misericórdia”, a quantidade de páginas, os prémios recebidos e volto a perguntar-me: Porque não gosto?

Perdoe-me a escritora e todos os que o apreciaram, quem mo ofereceu com tanto carinho. Eu tentei, eu continuo a tentar, mas ainda não consegui.

Talvez por conhecer bem esta realidade, nada me surpreendeu e com isto não quero dizer que as estadias em lares são necessariamente más, pelo contrário são uma necessidade das sociedades atuais e existem excelentes exemplos que nos prestam este apoio de retaguarda.

“Diga o que precisa, perguntou a Diretora. Mas eu preciso de alguma coisa que a Noronha não me pode dar. Um lugar seguro, inalcançável, inviolável, onde possa guardar o papel com a mensagem. Só que não há gaveta, não há bolso, não há bolsa, não há travesseiro, nem colchão, nem fundo de bainha, nem sola de sapato que só eu sozinha tenha acesso e essa é a dificuldade de me encontra a viver no Hotel Paraíso. Exílio. Não há nada que seja só meu, nem o meu corpo, nem o meu espírito.” Esta foi uma das intervenções da personagem principal.

É uma grande verdade, difícil de a gente se adaptar.

E, ainda bem que temos quem nos acompanhe, nos dê um banho, nos ajude a saber onde guardamos a roupa ou o papel da mensagem… sim, porque o mais provável é que nos esqueçamos e, ter de procurar é demasiado cansativo!

Prometo fazer um esforço para o terminar.

Tenho a certeza que muita gente gostou do livro.

Helena Magalhães

 

 

 

terça-feira, 28 de abril de 2026

 “O Gato que Salvava Bibliotecas”

    De Sosuke Natsukawa

 

Abril é o mês da Liberdade e da celebração dos livros, assinalada pelo Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor (23 de abril). É, por isso, o momento ideal para refletir sobre o verdadeiro valor da leitura.

     Em O Gato que Salvava Bibliotecas”, Sosuke Natsukawa, escritor japonês, apresenta-nos uma história delicada, mas profundamente atual. A obra aborda um problema cada vez mais evidente: a banalização da leitura e o consumo rápido e superficial de conteúdos. Num mundo dominado pela pressa, onde se lê muito, mas se absorve pouco, este livro surge como um convite à reflexão.

O autor lembra-nos que os livros não são meros objetos para encher prateleiras ou números em estatísticas. São, acima de tudo, ferramentas de transformação capazes de desenvolver o pensamento crítico, a empatia e a imaginação.

A narrativa centra-se na personagem Nanami, uma jovem apaixonada por livros, que estabelece uma ligação com um gato falante, Tigre. Juntos, embarcam numa missão inesperada: salvar livros que começam a desaparecer de uma biblioteca, um espaço que simboliza refúgio, memória e conhecimento.

Pelo caminho, terão de enfrentar desafios difíceis e uma figura enigmática que coloca à prova o verdadeiro significado da leitura.

Com uma escrita simples e envolvente, o autor mistura realidade e fantasia de forma harmoniosa, criando uma história que tanto encanta como faz pensar.

Este livro destaca a importância de preservar os livros, não apenas como objetos físicos, mas como património cultural e humano.

 

Se ainda não conheces este universo, vale a pena começar por O Gato que Salvava Livros”, a obra anterior do autor, que ajuda a compreender melhor o espírito desta história.

 Porque, no fundo, salvar livros… é também salvar leitores.

A Profª Rosa Fernandes

 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Texto de Opinião

SUPER-HERÓI


Na minha opinião, um super-herói deve ser corajoso e capaz de ajudar os outros.

Em primeiro lugar, um herói enfrenta dificuldades sem desistir e mostra coragem ao enfrentar perigos, como Ulisses os enfrentou.

Além disso, um herói deve ser inteligente e paciente; pensar antes de agir é muito importante.

Por fim, um super-herói não precisa de super poderes para ajudar e respeitar os outros.

Concluindo, todos nós podemos ser super-heróis; basta querer.

Érica Pereira, 6.ºD



Texto de Opinião

 “A teu ver, como deve ser um herói?”


Para mim, um herói não precisa de ter superpoderes nem de usar capa. Um herói é alguém que faz o bem, mesmo quando é difícil. Pode ser uma pessoa comum, como uma mãe, uma professora ou até uma amiga.

Um herói deve ser corajoso, mas não apenas para lutar. Deve ter coragem para dizer a verdade, ajudar quem precisa e defender quem é mais fraco. Também deve ser responsável e pensar nas consequências das suas ações. Um verdadeiro herói não ajuda para receber elogios, mas porque sabe que está a fazer o correto.

Acho que um herói também deve saber ouvir e respeitar os outros. Nem sempre é fácil ser justo ou paciente, mas essas qualidades fazem a diferença. Um herói pode errar, mas aprende com os seus erros e tenta melhorar.

No dia a dia, existem muitos heróis que passam despercebidos. São pessoas que ajudam os outros, que não desistem e que tornam o mundo um pouco melhor. Por isso, acredito que qualquer pessoa pode ser um herói, se agir com bondade, coragem e respeito.

Débora Rodrigues, n.º 5, 6.º DParte inferior do formulário

Apreciação Crítica

 Apreciação crítica do teatro T’Ulisses


A peça de teatro “T’Ulisses” foi muito divertida e interessante. Gostei muito de assistir, porque foi engraçada e estava muito bem preparada.

As personagens foram uma das partes de que mais gostei. Tinham emoções diferentes da história original, o que tornou a peça ainda mais divertida. Também achei graça ao nome do terceiro membro, “Coisinho”, que trouxe mais humor ao espetáculo.

A história fala de Ulisses, mas tem algumas mudanças em relação à versão original. Essas alterações tornaram a peça mais animada, com momentos engraçados e danças cheias de energia e criatividade. Houve partes em que nos ríamos muito e outras em que ficávamos em silêncio a prestar atenção.

Apesar de haver apenas três atores, eles representaram várias personagens em momentos diferentes, o que foi muito interessante e mostrou o seu talento.

Recomendo esta peça de teatro a todos, pois foi uma das melhores a que já assisti.



Carolina Bessada, nº 4,   6.º B

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

EMOÇÕES

 RAIVA

 

A raiva é muito impaciente com tudo e com todos.

Quando está tudo bem, ela arranja sempre alguma forma de aborrecer alguém, mas eu sei que, no fundo, ela é boa pessoa.

Fisicamente ela é uma menina alta, magra, com cabelo curto e doirado, tem olhos castanhos e usa muitas roupas vermelhas que condiz com a sua cor natural “vermelha”.

Ela tem um coração enorme só que é consumido pelo seu estado natural: a “Raiva”.

Alice Santos, n.º 1, 6.º D

EMOÇÕES

 TÉDIO


 

Este é o tédio: é muito preguiçoso e também não gosta de falar, mas sempre que fala, não sei como, sai-lhe alguma coisa muito incrível.

Ele não é muito simpático, mas é inteligente. Só não gosta de estudar.

Não gosta de se arranjar e sai de casa com uma aparência de quem caiu da cama apesar de um belo cabelo azul-escuro.

Ele é incrível, uma grande emoção, fantástico e muito importante.

  

Mateus Mendes, nº13, 6.ºB

 A Paixão


A paixão é uma menina alta, cabelo castanho com madeixas vermelhas. Ela anda sempre com as bochechas levemente rosadas e ela tem apenas 11 anos. Ela é gentil, boa menina adora ajudar toda a gente.
Além disso ela adora ver as pessoas juntas. Mas não se enganem com ela, ela é forte e sabe por todos na linha.
A paixão é maravilhosa para todos.

 

Mónica Silva, nº 15, 6.ºB

EMOÇÕES

 A Felicidade


A felicidade está quase sempre feliz.

É difícil vê-la triste, sempre está feliz com todos.

Ela é alta tem os olhos azuis, cabelo curto e é magra. Gosta de ajudar as pessoas, trabalha com vontade e  respeita sempre os outros.

Ela é feliz, gosta de basquetebol e é um pouco ansiosa devido à sua felicidade. As pessoas gostam muito dela porque não chateia ninguém e, por todas essas características incríveis, ela é uma pessoa incrível de se conviver.

 

 Mateus Domingues, nº 14, 6.ºB

domingo, 2 de novembro de 2025

EMOÇÕES

 O Tédio

 

O tédio está sempre aborrecido por isso não o vês noutro lugar a não ser deitado no sofá a mexer no seu telemóvel.

O tédio tem cabelo azul e uma roupa preta, olhos castanhos e é conhecido por não gostar de falar muito.

Ele é um bocado teimoso, um bocado mal-educado quando lhe fazem muitas perguntas.

Por esse motivo, ele não tem muitos amigos.

E tu? Depois de leres este texto gostarias de ser amigo(a) do tédio?

 

                                                                                                                         Laura Rodrigues, 6.º B

EMOÇÕES

 A Alegria

 

A alegria, é uma menina com apenas 11 anos.

Não é alta nem baixa é de estatura média.

Não é magra nem gorda é uma menina normal.

A alegria é muito bonita, tem cabelo loiro que brilha como o sol, olhos azuis como o céu e um vestido azul às riscas tão belo que surpreende a todos.

Ela é supersimpática, sempre pronta ajudar quando precisam.

Anda sempre alegre a espalhar alegria por onde passa, pois só quer deixar todo mundo feliz.

As pessoas adoram a sua companhia, principalmente o seu abraço aconchegante e feliz.

Esta é a menina “Alegria”.

 

 

Carolina Bessada, 6.º B

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Leituras com a Biblioteca

Bem - vindo(a) ao espaço de partilha de leituras com a Biblioteca!



Este é um lugar feito para inspirar, aprender e sonhar através das palavras.

Aqui, cada página vira uma nova descoberta a cada leitura, abre caminhos para o conhecimento, a imaginação e o encontro com novas ideias.

Sente-te à vontade para explorar, ler, refletir e partilhar histórias.



Silencia o mundo lá fora e permite-te mergulhar no universo dos livros.

Boas leituras!

Paula Duque

sábado, 14 de junho de 2025

PARTILHANDO NOS MEDIA

 "O Diário de uma Menina como tu Estarei a sonhar?

De Maria Inês Almeida


O título despertou a minha curiosidade.

Este livro fala-nos sobre uma menina chamada Francisca que escreve tudo que acontece no seu dia a dia e em todas as ocasiões especiais como o Natal, o Ano Novo, entre outras.

Francisca relata momentos divertidos e criativos com a sua irmã Maria, a sua mãe, o seu pai, o seu irmão e até com os tios.

No final desta história, ela acaba por descobrir que a sua melhor amiga gosta do seu namorado e fica muito desiludida.

Recomendo este livro, porque é fácil de ler e de perceber, sobretudo para quem gosta de “suspense”. Logo na primeira página não conseguimos parar de ler, pois parece que algo de estranho vai acontecer.

 Boas férias

 e

Boas leituras!!!

                                                                                   Sara, 6.º C

PARTILHANDO NOS MEDIA

 “Uma aventura nas férias de Natal”

 de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

 

Quando acabaram as aulas a Luísa, a Teresa, o João, o Xico e o Pedro começaram a combinar o que iriam fazer nas férias.

Entretanto, a mãe das gémeas disse-lhes que iam passar as férias de Natal a casa da tia Judite a Trás-os-Montes. Elas não queriam ir, mas convenceram a mãe a pedir à tia para levarem os seus amigos todos. E, assim, aconteceu.

 A viagem foi longa, mas o condutor, o senhor Joaquim, como era divertido, contou-lhes várias histórias. 

Que aventuras irá viver o grupo durante a sua estadia em Trás-os-Montes?

Eu aconselho a lerem este livro, pois não é difícil e é bastante interessante.  

Boas leituras.

 Laura Sousa, 6.º C

 

PARTILHANDO NOS MEDIA

 “Apenas um desejo”

     de Bárbara O’Connor

 

Este livro emocionante narra a jornada de Charlie Reese, uma garota que, ao ser enviada para viver com parentes numa cidade pequena, passa a ter um desejo secreto todos os dias, acreditando que isso poderá mudar a sua vida.

Enquanto tenta adaptar-se à nova realidade, Charlie encontra a amizade num cachorro misterioso e em pessoas que, aos poucos, se tornam a sua família de verdade.

No decorrer da história, ela aprende muito sobre a esperança e o poder das conexões genuínas.

Com uma narrativa sensível e envolvente, o livro lembra-nos que, às vezes, os desejos se realizam de maneiras inesperadas.

É uma história comovente sobre o crescimento, a amizade e a descoberta de um lar onde menos se espera.

 

Nem sempre aquilo que mais desejamos é aquilo que nos faz mais felizes.

 Aproveitem as férias e leiam!

 Beatriz Cardoso, 6.º C

PARTILHANDO NOS MEDIA

 Sr. Pivete

        de David Walliams

 Neste livro, conta-se a história de uma menina chamada Chloe que se sente sozinha e infeliz, até que conhece o Sr. Pivete, um sem-abrigo que a trata com simpatia, apesar do seu cheiro e aparência.

Chloe, uma menina solitária, encontra uma amizade inesperada com um sem-abrigo, o Sr. Pivete.

 Eles conhecem-se, quando Chloe se aproxima do Sr. Pivete, que vive num banco do jardim, e se surpreende com a simpatia e o bom humor dele, apesar do cheiro.

 Chloe e o seu pai decidem ajudar o Sr. Pivete, escondendo-o no barraco do jardim da sua casa, levando sempre salchichas para ele comer sem a mãe e a irmã saberem, pois elas com certeza não deixariam.

 A mãe e a irmã eram más e a mãe fazia tudo o que a irmã da Chloe lhe pedia e não dava atenção nenhuma a Chloe.

 Passado algum tempo, descobre que o Sr. Pivete tem um segredo. Antigamente, ele era um Lord que tinha perdido a sua mulher e, deste modo, a felicidade e a alegria de viver.

Ora, este segredo poderia trazer alguns problemas, ou melhor, sarilhos…

Os dois aprendem a valorizar a amizade e a ver além das aparências, mostrando respeito por quem é diferente.

 

Na minha opinião, esta história ensina a importância de não julgar as pessoas pela aparência e a valorizar a amizade.

A história é contada de forma leve e divertida e prende a atenção do início ao fim.

Aconselho a lerem este livro, de certeza que vão gostar!

 

Camila Pereira, 6.º C

PARTILHANDO NOS MEDIA


 "Diário de uma totó"

              de

Rachel Renée Russell

 

Este livro narra a viagem de Nikki J. Maxwell que vai sofrendo vários imprevistos.

Nikki tinha um diário onde contava o que lhe acontecia. Ela tinha uma banda que era constituída pelos seus melhores amigos. Estes fizeram a abertura de um concerto de uma banda famosa e, como estavam sem fazer nada, decidiram participar no Festival de Verão.

Durante a apresentação, uma garrafa fê-la escorregar e uma cortina caiu por cima deles, tendo uma sua rival publicado a situação nas redes sociais.

Depois de superar este acontecimento, recebe uma boa notícia: o produtor de vários famosos ligou-lhe, mas ela não revelou a ninguém. Só o fez quando chegou o momento certo.

Em princípio, iria viajar para Paris para tirar fotos com a sua banda para uma revista, mas foi aí que tudo se começou a complicar.

Eram precisas algumas roupas e os fatos que usaram no concerto, mas Nikki Maxwell não se lembrava que os tinha colocado no lixo.

Entretanto, conseguiu encontrar tudo, mas a irmã mais nova colocou o seu peluche e a sua mochila na da Nikki e tirou as roupas.

Tal como estas, muitas mais peripécias aconteceram. Nem em Paris, a Nikki J. Maxweel tinha descanso.

Na minha opinião, é um livro muito interessante e divertido, mas um pouco grande.

A mensagem que este livro transmite é que não devemos desistir dos sonhos e que aquilo que os outros pensam não importa.

 

Boas leituras durante as férias!

 Rita Dias, 6.º C

 

 

PARTILHANDO NOS MEDIA

 Os Ciganos

 de Sophia de Mello Breyner Andresen


Escolhi este livro porque me foi aconselhado pela professora de Português.

É um conto que nos fala sobre um menino chamado Ruy que vivia numa casa com demasiadas regras e rotinas.

Um dia, foi surpreendido pelo rataplã de um tambor que o desafiou a saltar o muro da sua casa e lá foi ele ao encontro de um acampamento de ciganos onde conheceu Gela, uma linda menina cigana, de olhos cor de avelã, que o ensinou a andar em cima de um arame. E ele ensinou-a a ler e a escrever.

Tornaram-se amigos e Ruy aprendeu os costumes deste povo, sentindo-se muito feliz e seguro longe de casa.

Será que Ruy regressa a casa e já não recebe ralhetes dos pais?

Lê esta encantadora história sobre a verdadeira amizade e a liberdade!

 

Aproveitem as férias para a lerem!

Rabane Barbosa, n.º 19, 5.ºC

quinta-feira, 5 de junho de 2025

Lídia Jorge

 ESCRITOR DO MÊS - JUNHO


Lídia Lídia Lídia Lídia Lídia Lídia Lídia


Jorge Jorge Jorge Jorge Jorge Jorge


Romancista e contista portuguesa


Nasceu em 1946, Boliqueime, Algarve







De regresso a Lisboa continuou a atividade docente e, em 1980, publicou o romance O Dia dos Prodígios, que lhe valeu o Prémio Ricardo Malheiros, da Academia das Ciências de Lisboa. Esta sua primeira obra publicada deve um impulso à revolução de Abril de 1974. O Dia dos Prodígios constrói-se como uma alegoria do país fechado e parado que Portugal era sob a ditadura, permanentemente à espera de uma força que o transformasse. O romance teve grande impacto junto do público e da crítica e Lídia Jorge foi de imediato saudada como uma das mais importantes revelações das letras portuguesas e uma renovadora do nosso imaginário romanesco.
O disco continha principalmente versões de músicas folk tradicionais, hinos gospel e blues que Dylan tocou à guitarra acústica e harmónica, que formaram o seu som de marca.



Nos romances de Lídia Jorge, a condição sociocultural das personagens, sobretudo as femininas, reflete-se em diálogos, testemunhos a que não é alheia a atenção que a autora dispensa à tradição oral, em relação direta com a crónica da nossa história recente, antes e depois da revolução.



A par da atividade literária, Lídia Jorge foi professora convidada da Faculdade de Letras de Lisboa, atividade que interrompeu para desempenhar funções na Alta Autoridade para a Comunicação Social, entre 1990 e 1994.


O Vento Assobiando nas Gruas (2002) é mais um romance da autora e aborda a relação entre uma mulher branca com um homem africano e o seu comportamento perante uma sociedade de contrastes. Este seu livro venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores em 2003.



Os seus livros têm-lhe merecido variadíssimos prémios e estão

traduzidos para diversas línguas, como alemão, galego, búlgaro, castelhano, esloveno, grego, francês, hebraico, húngaro, italiano, holandês, romeno, sueco e inglês, entre outras.







terça-feira, 20 de maio de 2025

BOB DYLAN

 ESCRITOR DO MÊS - MAIO




BOB DYLAN


Cantor | Compositor | Escritor Ator Pintor Artista Visual

Nome artístico de Robert Allen Zimmerman

Nasceu a 24 de maio de 1941, em Duluth, no estado de Minnesota, USA.

Os seus pais eram descendentes de Judeus Russos.





Cresceu em Hibbing, uma pequena cidade mineira. Desde cedo, mostrou interesse pela música, sozinho, aprendeu a tocar guitarra e piano. Aos 10 anos, começou a escrever poemas.

Inspirado por artistas como Woody Guthrie, começou a tocar guitarra e harmónica ainda na adolescência.

Abandonou os estudos universitários e mudou-se para Nova Iorque em 1961, determinado a integrar a cena folk da cidade.  Aí, assume o nome de Bob Dylan, um dos muitos que usou para se expressar artisticamente. Dylan, aliás, vem de Dylan Thomas, um dos poetas mais importantes da língua inglesa.

Chegado a Greenwich Village, conquistou rapidamente a admiração do público e de figuras influentes, como a cantora Joan Baez, que ajudou a impulsionar a sua carreira.


Ele chamou a atenção da Columbia Records, que lançou o seu álbum de estreia “Bob Dylan”, a 19 de Março de 1962.


O disco continha principalmente versões de músicas folk tradicionais, hinos gospel e blues que Dylan tocou à guitarra acústica e harmónica, que formaram o seu som de marca.


A música de Bob Dylan foi moldada por várias tradições musicais.

O folk e o blues foram as suas principais influências iniciais, particularmente Woody Guthrie, cuja abordagem musical e política teve um impacto profundo no jovem músico.

No entanto, Dylan absorveu também elementos do rock 'n' roll, do jazz e da literatura, especialmente da poesia de Allen Ginsberg.

Esta mistura de referências fez dele um letrista distinto, capaz de escrever canções que transcendiam os limites da música popular, mantendo sempre uma simplicidade que tornaram a sua música muito acessível: o foco estava sempre e principalmente no texto e na ideia que Dylan queria transmitir.





  • Em 2004, foi eleito pela revista Rolling Stone o 7º maior cantor de todos os tempos e, pela mesma revista, o 2º melhor artista da música de todos os tempos, ficando atrás somente dos Beatles.
  • Uma das suas principais canções, "Like a Rolling Stone", foi escolhida como uma das melhores de todos os tempos.
  • Influenciou diretamente grandes nomes do rock americano e britânico dos anos de 1960 e 1970. 
  • Em 2012, Dylan foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama.



Em 2016

Bob Dylan é Nobel da Literatura


O músico norte-americano tornou-se o 113.º escritor a receber o mais cobiçado prémio literário do planeta. 

"Por ter criado novas formas de expressão poética no quadro da grande tradição da música americana", foi assim que a Academia Sueca justificou a entrega do Nobel ao cantor norte-americano.

É o primeiro norte-americano a ganhar o prémio desde Toni Morrison, em 1993.

Mais relevante, porém, é o facto de, depois de vários anos em que o seu nome foi avançado como possível vencedor, a atribuição do Nobel a Dylan servir como legitimação literária da canção popular, de que o cantor de Blowing in the wind é um dos maiores representantes. "

(in Público de 13/10/2016)