O autocarro de
Rosa Parks
de Fabrizio Silei
Este livro fala
de uma viagem feita por um avô e pelo seu neto ao museu Henry Ford em Detroit.
O avô queria mostrar uma coisa ao neto.
Quando chegaram
ao museu Henry Ford, o neto pensava que só iam ver automóveis, mas depois
chegou um senhor alto e imponente que lhes indicou o autocarro.
O avô disse logo
que era aquele o autocarro. O neto, sem perceber o que se estava a passar, reparou
no retrato de uma senhora com uma medalha. Entraram no autocarro e o avô
começou a contar-lhe uma história.
Contou-lhe que,
em 1955, quando ele tinha 26 anos, vivia em Montgomery. Nessa altura, os negros
tinham a sua própria escola e os seus próprios cafés. Em muitos
estabelecimentos podia ler-se: “Whites Only”, ou seja, destinavam-se apenas a
brancos, pois era proibida a entrada de negros.
Esta história
fala de racismo, mas, no final, apresenta uma grande lição, pois um pequeno ato
de coragem teve um enorme impacto na sociedade.
O avô e o Jeremy
trabalhavam como bagageiros na estação de comboios. O Jeremy, por deixar cair
uma mala do proprietário da estação, foi logo despedido.
Era dia 1 de
dezembro de 1955 e o avô apanhou o autocarro, precisamente o mesmo autocarro do
museu Henry Ford. Por sorte, ele conseguiu sentar-se.
Depois de
algumas paragens, entrou Rosa Parks, costureira negra, com 42 anos de idade. Na
paragem seguinte, entraram quatro pessoas de pele branca e todos os passageiros
negros se levantaram à exceção de Rosa Parks. O condutor ordenou que ela também
se levantasse, mas ela disse “NÃO”.
Rosa Parks,
levada por dois polícias, foi presa. Como forma de apoio, a comunidade uniu-se
em protesto e deixou de andar de autocarro. Após 14 meses de luta jurídica,
liderada por Martin Luther King, o Supremo Tribunal declarou, finalmente, como
inconstitucional a segregação racial nos transportes.
Graças a Rosa
Parks o mundo começou a mudar.
Depois de contar
esta história ao neto, o avô levou-o a comer um gelado.
Rosa Parks foi
condecorada em junho de 1999 pelo então presidente Bill Clinton, tendo recebido
a Medalha de Ouro do Congresso norte-americano.
Na cerimónia, no
discurso de agradecimento, destacou que a homenagem deveria servir para
encorajar todos os que lutam pela igualdade de direitos em todo o mundo.
A passagem do texto que mais
gostei foi quando o avô disse ao neto “...há sempre um autocarro que passa pela
vida de cada um de nós.”
A desobediência
de Rosa Parks foi um grande ato de coragem, tendo desencadeado um protesto. Como
forma de apoio, a comunidade uniu-se e deixou de andar de autocarro. Portanto,
não devemos ter medo, mas sim coragem de lutar pelos direitos e igualdades
entre os homens.
Aconselho a
todos a leitura deste livro, porque é muito interessante.
Não percam a leitura!
Carolina
Bessada, 5.º B