terça-feira, 29 de maio de 2018


ESCREVO SOBRE UM LIVRO

Leandro, o rei de Helíria

Leandro, o rei de Helíria, é um livro da autoria de Alice Vieira.
É um livro muito bonito que tem uma lição muito importante.
O livro fala de um rei chamado Leandro que tem três filhas: Hortência, Amarílis e Violeta.
No dia do casamento das princesas, o seu pai disse-lhes para dizerem o quanto gostavam dele. Primeiro chamou Amarílis (que tal como Hortência não gostava de seu pai) e ela disse:
«Quero-vos muito mais que o sol…»
Depois chamou Hortência e ela disse:
«Quero-vos mais que a mim própria, muito mais que ao ar que respiro…»
Finalmente, chamou Violeta (que amava o seu pai realmente):
«Meu senhor, não sei falar como minhas irmãs. Sei apenas que sou vossa filha, e que todas as filhas devem amar seus pais. Sei como é difícil, para mim, pensar no dia em que irei viver longe de vós. Quando eu era muito pequenina e tinha pesadelos, vós estáveis sempre à beira do meu leito. Pelo Inverno, quando o vento soprava e as febres atacavam o meu corpo frágil, éreis vós, senhor, que eu via a meu lado até conseguir acalmar. De tudo me lembro, e tudo o meu coração guarda com a gratidão que todas as filhas devem sentir pelos pais. Mais não consigo dizer. REI: Mas, Amarilis disse que me quer mais do que ao Sol, Hortênsia disse que me quer mais do que ao ar... e vós? Qual é a medida do vosso amor por mim?
VIOLETA: Não sei, senhor. O que não tem fim não se pode medir. É difícil encontrar medida para o amor.
REI (zangado): Elas encontraram! Tereis de a encontrar também!
 VIOLETA: Preciso muito de vós, senhor!
REI (zangado): Não chega!
VIOLETA: Preciso de vós como...
REI: ... como?
VIOLETA: ... como... como a comida precisa do sal.
(Vozes de espanto)
REI (muito zangado): Estais a querer dizer que me quereis...
VIOLETA: Como a comida quer ao sal.
REI (apoplético): O sal?! Como a comida...
VIOLETA:... quer ao sal.
REI: Estareis louca? Ou serei eu que, de repente, terei enlouquecido? Ousais comparar-me... ao sal?!
VIOLETA: Mas, senhor...
REI: É essa a paga de todos estes anos de amor? É essa a paga das muitas horas que perdi junto ao vosso leito, acalmando os vossos pesadelos?... Oh, deuses, isto é que é um pesadelo, um verdadeiro pesadelo!
VIOLETA: Mas o sal é um bem precioso, senhor, sem ele não podemos viver..»
Leandro ficou muito zangado com a sua filha e, por isso expulsou-a do reino e ela foi viver com o príncipe Reginaldo, pois eles amavam-se.
A governar o reino ficou Amarílis, com o Norte, e Hortência com o Sul. Elas não se entendiam e, um dia expulsaram o seu pai que foi acompanhado pelo bobo.
Eles caminharam muito até que um dia encontraram um pastor que, depois de conversarem os levou ao castelo do príncipe Reginaldo. Leandro não comia há muito tempo e já estava cego. O bobo reconheceu as caras mas não as identificou. No castelo havia muita comida, coma qual serviram o rei, mas ele não gostou de nada. Serviram-no várias vezes, mas ele rejeitou tudo e perguntou:
«Mas que comida é esta que me servistes nestes pratos todos que cada um parecia pior que o anterior?»
Violeta respondeu:
«É apenas comida sem sal senhor.»
O rei lembrou-se do que tinha feito há anos, lembrou-se da filha que realmente o amava…
Leandro pede desculpa a Violeta e os dois se abraçam.
 O rei passa a viver no castelo e vivem felizes para sempre.
Aconselho-vos este livro, porque é muito bonito e tem uma lição muito importante.

Maria Fontainhas, n.º8, 5.ºA



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