terça-feira, 11 de dezembro de 2018


CONTANDO HISTÓRIAS - EB DE PIAS

A Maior Flor do Mundo

 De José Saramago

Sempre sonhei encantar e escrever histórias para crianças, mas nunca vou conseguir porque as histórias para as crianças tem que ser com palavras fáceis para elas as perceberem bem.
Um dia, quando era pequenino, o meu pai foi cortar uma árvore que estava a fazer sombra a uma flor. Enquanto o meu pai estava a arrancar a árvore, eu encontrei um vegetal que se mexia e falava. Peguei nele e pu-lo numa caixa com buraquinhos para respirar. Era uma couve-flor.
Quando cheguei a casa ela fugiu para um sítio que dizia “Perigo”. Subi o muro, sem os meus os pais repararem, e fui atrás dele. Vi um rio e disse: - Vou ou não vou? Fui!
Atravessei o rio que tinha uma corrente um bocadinho forte e a água era azul.
Depois de passar o rio havia um monte de ervas! Passei por elas e andei até que encontrei um espaço que parecia deserto. Encontrei uma flor quase murcha. Com tanta pena dela fui a correr buscar água para a regar. Passei a floresta toda e com as minhas mãos peguei na água do rio. Levei-a até à planta e ela foi crescendo até que se tornou “A maior flor do mundo”.
Adormeci ao pé da flor e ela largou uma pétala para eu não apanhar muito sol nem muita chuva. A pétala tinha as sete cores do arco-íris.
Os meus pais já estavam preocupados e com lágrimas a sair dos olhos. Foram-me procurar e encontraram-me à beira da Maior Flor do Mundo.
Ficaram admirados!
A flor ficou registada no sítio em que se via da aldeia.
Nunca ninguém pensou em cortá-la ou arrancá-la, porque era “A maior flor do mundo”.
Todos apreendemos que se ajudarmos o ambiente ele nos ajuda a nós.
A flor também se preocupou com o menino. E não só nos devemos preocupar com as flores maiores, mas também com as flores pequeninas, tal como eu fiz.
Vitória Pereira Guerra, Turma
P4B

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018


Contando Histórias - EB PIAS

"A Maior Flor do Mundo"

 de José Saramago

Uma vez, quando era pequena li uma história bela que me inspirou a ser uma pessoa melhor.
Essa história tem a ver com o ambiente.
Estava um dia abafado, quando José Saramago estava a tirar apontamentos sobre um escaravelho a fazer a sua bola.
De repente, aparece um carro a deixar um grande rasto de poluição. Lá de dentro saiu um homem e o seu filho. O homem subiu uma pequena elevação de terra onde, lá em cima, havia uma árvore pequena e frágil. Sem pensar duas vezes, o homem pegou na escada e logo a tirou de lá. Enquanto o homem fazia essa ação destruidora, o seu filho apanhou o escaravelho que com tanta bondade observava.
Eles viviam num bairro muito poluído.
Mal chegaram a casa, o homem pôs a planta num vaso, o filho com cuidado abriu a tampa da caixa em que o tinha prendido, mas, repentinamente, ele escapou para um lugar cheio de sinais a dizer “perigo, não passar, atenção”.
Ele quis apanhar o bicho, por isso, às escondidas dos pais, ele saltou o muro e admirado com tanta destruição, ele continua a andar com os seus pezinhos descalços a tocar na dura terra da poluição. Lá vai, à espera que o destino o guie, até que vê uma encosta que o chama à atenção. Subiu-a com esforço, até que quando chegou lá acima viu uma flor murcha que parecia que lhe pedia ajuda. Com altruísmo e bondade ele, desata a correr (com amizade e solidariedade) já com os pés a sangrar das 20 vezes que andou cá e lá. Depois essa flor ficou enorme! De tanto ajudar ele ficou cansado e adormeceu. A flor, para retribuir o favor, cuidou dele e pôs uma suave pétala em cima do solidário rapaz.
Ao notar a sua falta, os seus pais foram à sua procura e logo o encontraram a dormir, à sombra da maior flor do mundo. Os seus pais acordaram-no e deram-lhe um grande abraço.
Ainda hoje, passados muitos anos, aquela flor marca o ato de bondade, amizade, solidariedade e altruísmo do menino que, desde aí, deu exemplo a toda a gente que leu este livro.
A mensagem que este livro quer transmitir é que temos de proteger o ambiente.

 Bárbara Conde Silva, P4B


ESCREVO SOBRE UM LIVRO - EB DLDM

PEDRO ALECRIM

DE ANTÓNIO MOTA

Li este livro, quando decidi inscrever-me no Concurso Nacional de Leitura.
É uma história muito criativa que nos fala de Pedro Alecrim, um rapaz que gostava muito de andar na escola. O transporte que o levava para a escola era uma camioneta cujo cano de escape deitava muito fumo. Os dias iam passando na companhia do seu amigo Nicolau.
Certo dia, o seu pai ficou doente e Pedro é obrigado a deixar os estudos. Então, ele e o seu amigo Nicolau começaram a vender plantas e vegetais à mãe de um amigo e guardavam o dinheiro que recebiam dentro de uma árvore.
Se quiseres saber mais, faz como eu e requisita-o na Biblioteca Escolar. Lê e imagina que és o Pedro Alecrim.
BOA LEITURA PARA TODOS!
                                                                                                              
Inês Costa, N.º 9, 5.º D


ESCREVO SOBRE UM LIVRO - EB DLDM

"O meu livro tem bicho"




Autora: Madalena da Luz Costa

   Eu acho que todos deviam ler este livro já que é muito interessante e, além disso, venceu o Prémio da Literatura Infantil.
  Olhando para ele parece um pequeno livro insignificante mas, guarda no seu interior imensas histórias alegres e divertidas.
   Considero-o muito engraçado, pois, mal o abri, pareceu que alguém me tinha mordido o nariz e não quis parar de o ler, tal como ele nos conta.
    E tu, não o queres ler?
Beatriz Vieira, nº 5, 5.º C



quarta-feira, 5 de dezembro de 2018


ESCREVO SOBRE UM LIVRO - EB DLDM

Ulisses

De Maria Alberta Menéres

Ulisses foi um livro que me abriu a mente, ensinou-me o quanto pode ser mau afastar-se da família.
Ensinou-me que não se deve desistir mesmo se a situação for difícil e que na vida ocorrem muitas aventuras.
Mesmo que estivermos longe da família, não devemos dizer que “não” e confiar que ainda a vamos ver.
Gostei muito da parte da cena em que Ulisses se revela e defende o seu amor, Penélope, junto a seu filho Telémaco.
Aconselho ler este livro que mostra tantas aventuras que não se conseguem contar; uma imensidão de terras por explorar e o encontro com seu amor de encantar.
 Alexandre Cardoso, n.º 1, 6.º B

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Autor do mês de novembro 2018- DLDM

JORGE AMADO

Jorge Amado nasceu em Pirangi, Baía, em 1912 e faleceu a 6 de Agosto de 2001. Viveu uma adolescência agitada, primeiro, na Baía, no início dos seus estudos, depois no Rio de Janeiro, onde se formou em Direito e começou a dedicar-se ao jornalismo. Em 1935 já se tinha estreado como romancista com O País do Carnaval (1931), Cacau (1933), Suor (1934), seguindo-se Terras do Sem Fim (1943) e S. Jorge dos Ilhéus (1944). Politicamente de esquerda, foi obrigado a emigrar, passando por Buenos Aires, onde escreveu O Cavaleiro da Esperança (1942), biografia de Carlos Prestes, depois pela França, pela União Soviética... regressando entretanto ao Brasil depois de ter estado na Ásia e no Médio Oriente. Em 1951 recebeu o Prémio Estaline, com a designação de "Prémio Internacional da Paz". Os problemas sociais orientam a sua obra, mas o seu talento de escritor afirma-se numa linguagem rica de elementos populares e folclóricos e de grande conteúdo humano, o que vai superar a vertente política. A sua obra tem toques de picaresco, sem perder a essência crítica e a poética. Além das já citadas, referimos, na sua vasta produção: Jubiabá (1935), Mar Morto (1936), Capitães da Areia (1937), Seara Vermelha (1946), Os Subterrâneos da Liberdade (1952). Mas é com Gabriela, Cravo e Canela (1958), Os Velhos Marinheiros (1961), Os Pastores da Noite (1964) e Dona Flor e os Seus Dois Maridos (1966) em que o romancista põe de parte a faceta politizante inicial e se volta para temas como a infância, a música, o misticismo popular, a turbulência popular e a vagabundagem, numa linguagem de sabor poético, humorista, renovada com recursos da tradição clássica ligados aos processos da novela picaresca. O seu sentimento humano e o amor à terra natal inspiram textos onde é evidente a beleza da paisagem, a tradição cultural e popular, os problemas humanos e sociais - uma infância abandonada e culpada de delitos, o cais com as suas misérias, a vida difícil do negro da cidade, a seca, o cangaço, o trabalhador explorado da cidade e do campo, o "coronelismo" feudal latifundiário perpassam significativamente na obra deste romancista dos maiores do Brasil e dos mais conhecidos no mundo. Fecundo contador de histórias regionais, Jorge Amado definiu-se, um dia, "apenas um baiano romântico, contador de histórias". "Definição justa, pois resume o carácter do romancista voltado para exemplos de atitudes vitais: românticas e sensuais... a que, uma vez por outra, empresta matizes políticos...", como diz Alfredo Bosi em História Concisa da Literatura Brasileira. Foi-lhe atribuído o Prémio Camões em 1994.


BIBLIOGRAFIA


  •   Gabriela, Cravo e Canela
  •   Dona Flor e os Seus Dois Maridos
  •   Com o Mar por Meio
  •   Capitães da Areia
  •   O País do Carnaval
  •   Tereza Batista Cansada de Guerra
  •   Tieta do Agreste
  •   Jubiabá
  •   Pack os Subterrâneos da Liberdade
  •   Os Subterrâneos da Liberdade - Vol. I
  •   Os Subterrâneos da Liberdade - Vol. III
  •   Os Subterrâneos da Liberdade - Vol. II
  •   O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
  •   Os Subterrâneos da Liberdade II
  •   O Compadre de Ogun
  •   Mar Morto
  •   Tereza Batista Cansada De Guerra
  •   São Jorge dos Ilhéus
  •   Cacau
  •   Seara Vermelha
  •   Jubiabá
  •   Um Baiano Romântico e Sensual
  •   Dona Flor e Seus Dois Maridos
  •   O Sumiço da Santa Vol . XV
  •   A Descoberta da América Pelos Turcos
  •   Tocaia Grande
  •   O País do Carnaval / Cacau / Suor
  •   Apontamentos Europa-América Explicam Jorge Amado - O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá - Nº 113
  •   Tieta do Agreste - Volume XII
  •   Gabriela, Cravo e Canela / A Morte e a Morte de Quincas Berro Dágua / Os Velhos Marinheiros
  •   Tereza Batista Cansada de Guerra
  •   Farda Fardão Camisola de Dormir
  •   Tenda dos Milagres
  •   O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
  •   Pastores Da Noite / Dona Flor e os Seus Dois Maridos
  •   Terras do sem Fim
  •   A Morte e a Morte de Quincas Berro D'Água
  •   O Milagre dos Pássaros
  •   Os Pastores da Noite
  •   Bahia de Todos-os-Santos
  •   Os Velhos Marinheiros ou o Capitão de Longo curso
  •   Os Velhos Marinheiros
  •   Navegação de Cabotagem
  •   O Menino Grapiúna
  •   O Sumiço da Santa
  •   São Jorge dos Ilhéus
  •   A Morte e a Morte de Quincas Berro d´Água
  •   Os Pastores da Noite
  •   Os Subterrâneos da Liberdade I - Os Ásperos Tempos
  •   Jorge Amado - O Homem e a Obra
  •   Farda Fardão Camisola de Dormir
  •   Os Subterrâneos da Liberdade II - Agonia da Noite
  •   Seara Vermelha
  •   Tocaia Grande
  •   Os Subterrâneos da Liberdade II
  •   O País do Carnaval - Cacau - Suor
  •   O Cavaleiro da Esperança
  •   Farda Fardão Camisola de Dormir
  •   Capitães da Areia
  •   Dona Flor e Seus Dois Maridos
  •   Tereza Batista Cansada de Guerra
  •   Tenda dos Milagres
  •   O Amor do Soldado
  •   São Jorge dos Ilhéus
  •   A B C de Castro Alves



https://www.wook.pt/autor/jorge-amado/14089

terça-feira, 27 de novembro de 2018


Contando Histórias - EB de Pias

As Roupas Novas do Imperador


Era uma vez um imperador com muita vaidade.
Gastava todo o seu dinheiro em roupa, mudava-a de hora em hora.
Certo dia, apareceram na cidade dois aldrabões como tecelões. E eles disseram que sabiam fazer o melhor tecido invisível.
Depois, o imperador foi lá e não viu tecido nenhum, mas calou-se.
- Não vê como é o tecido? - disseram os aldrabões, mas não havia tecido algum.
Pois, segundo os aldrabões, só conseguia ver o tecido quem era competente e inteligente.
O imperador ficou a pensar … será que eu sou estúpido?
Então foi falar com o chefe que era competente e inteligente.
O chefe não viu nada, mas também ficou calado.
- Não vê como isto é tão bonito? – perguntaram os aldrabões.
- Claro, é muito bonito - dizia o chefe, perturbado.
- Será que eu sou estúpido? - perguntava ele a si próprio.
O ministro e as pessoas também não viam nada, mas diziam que viam.
Depois foram vestir o imperador para ir para a procissão.
Enquanto estavam na procissão, um menino disse:
- O imperador está nu!
E todas as pessoas o imitaram.
O imperador não quis saber e continuou a procissão.

Elaborado pela turma P4A
Professora Cristina Ribeiro