terça-feira, 24 de outubro de 2017

ESCREVO SOBRE UM LIVRO

ESCOLA EB DEU-LA-DEU MARTINS

Continuamos com o trabalho do Pedro Felgueiras, 6.º C:

OS AMIGOS COMPREENDEM AS LIMITAÇÕES DO OUTRO E AJUDAM-NO
Todos os dias, Mix dava os seus passeios do telhado da casa e quando Max regressava, ele agradecia esfregando-se contra as pernas dele e ronronando. Enquanto Max estudava, Mix deitava-se aos seus pés a fazer-lhe companhia.
OS VERDADEIROS AMIGOS TAMBÉM PARTILHAM O SILÊNCIO
Max estudava sem parar e, assim, passou o inverno, a primavera, o verão e o Outono. Ele entregava-se completamente aos estudos, enquanto Mix começou a abandonar os prazeres de explorar os telhados.
Um dia, Max reparou que Mix batia contra uma caixa de livros que estava no corredor e, logo pressentiu que alguma coisa estava mal.
Foi ao veterinário que lhe deu um diagnóstico cruel. Mix estava cego!
A partir desse dia, tudo estava nos lugares habituais e as portas abertas para facilitar o andamento de Mix.
OS VERDADEIROS AMIGOS CUIDAM SEMPRE UM DO OUTRO
Mix, com a ajuda do seu olfato e boa memória, encontrava sempre o caminho até à caixa de areia ou ao prato com a sua ração favorita. O seu olfato e a sua audição ficaram mais apurados, ao ponto de ele conseguir ouvir as vozes dos outros inquilinos que viviam nos andares de baixo.
Uma manhã, Mix, enquanto estava a ser acariciado pelo dono, ouviu dizer que tinha de viajar por um dia, mas que lhe deixava o prato cheio de comida. Mix sabia que ia a uma entrevista de trabalho.

ESCREVO SOBRE UM LIVRO

ESCOLA EB DEU-LA-DEU MARTINS

E, nesta rubrica, o trabalho do Pedro sobre a "História de um gato e de um rato que se tornaram amigos" continua desta maneira:
OS AMIGOS ENTREAJUDAM-SE, ENSINAM-SE MUTUAMENTE, PARTILHAM VITÓRIAS E ERROS.
Mix cresceu e tornou-se num gato de pelo negro, no dorso e branco, na barriga. Era um gato adulto e forte.
Max também cresceu e é agora um adolescente que vai de bicicleta para a escola. Mas, primeiro deixa o prato, da comida favorita, cheio para o Mix. O Mix, em compensação, cuidava da despensa para que nenhum rato se aproximasse dos cereais preferidos de Max.

OS AMIGOS VELAM PELA ALEGRIA UM DO OUTRO
Um dia Max descobre, através de um amigo, que o seu gato tem um perfil Grego que fazia evidenciar os seus grandes olhos amarelos.

Toda a vizinhança conhecia este gato, pois trepava muito bem as árvores e saltava para o telhado da casa. Max, quando chegava a casa e não o encontrava, sabia que ele estaria no telhado e, por isso, deixava-o gozar a sua liberdade de gato.
OS AMIGOS VELAM SEMPRE PELA LIBERDADE UM DO OUTRO

O tempo dos gatos é diferente do tempo das pessoas. Mix foi transformando-se num gato velho e Max transformou-se num jovem com 18 anos, cheio de sonhos e planos e, por isso mesmo, quis tornar-se independente dos pais e mudou-se com Mix para um pequeno apartamento com muitas árvores. Era um prédio de 5 pisos e eles moravam no último. Max sabia que o ar livre era importante para Mix. Então, abriu uma trapeira no teto da casa de banho e colocou uma escada para o gato ir dar os seus passeios a céu aberto.
Pedro Felgueiras, n.º 15 ,6.º C

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

ESCREVO SOBRE UM LIVRO

ESCOLA EB DEU-LA-DEU MARTINS

História de um gato e de um rato que se tornaram amigos 


Luís Sepúlveda escreveu este texto.

Recomendo esta obra para toda a gente, porque:

Está dividido por capítulos;
Tem uma moral no final de cada capítulo;
Faz voar a nossa imaginação.

Esta obra na minha opinião não é uma qualquer, como logo se pode reparar no título:

“História de um gato e de um rato que se tornaram amigos

Eu achei o título muito interessante.
Quem me aconselhou a obra foi um psicólogo.
Eu li a história e emocionei-me bastante quando a recontei à minha mãe. Foi um momento muito bom que partilhámos os dois, pois, à medida que a história avançava, nós íamos conversando sobre as mensagens negritas que o livro contém.

Esta obra fala de um gato que se chamava Mix e o seu dono Max. Max vivia com os seus pais em Munique numa casa rodeada de árvores.
Um dia, o Mix subiu para o ramo mais alto do castanheiro e como não conseguia descê-lo miou até o dono o ouvir e ir ajuda-lo a descer. Só que os dois eram muito novinhos e tiveram que pedir ajuda aos vizinhos que chamaram os bombeiros.
Entretanto, enquanto tentavam ajudá-los, Max pediu ao Mix para não voltar a subir tão alto enquanto não tivesse aprendido a subir e a descer dos ramos mais baixos.
Depois desta publicação irão aparecer mais uns pormenores desta história. Até outro dia.
Boas leituras!

Pedro Miguel S. Felgueiras , n.º 15, 6.º C

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

ESCREVO SOBRE UM LIVRO

ESCOLA EB1/JI DE PIAS


“Esta foi a história que foi explorada pelo professor bibliotecário, Fernando Magalhães, na atividade “Ouvindo uma história”, que decorreu na biblioteca escolar da Escola Eb1/Ji de Pias e envolveu os alunos das turmas PJ1, PJ2 e P1A e respetivos professores: Céu Ponte, Carla Silva e Nídia Martins. Foi com muita emoção que as crianças seguiram a viagem da sementinha, desde que foi libertada do interior da sua casa - a maçã, onde se formou, até ficar coberta de terra no quintal do Tiago e germinar, originando uma nova macieira. Durante esta viagem, a sementinha ficou maravilhada com as coisas novas que foi descobrindo. Era a primeira vez que ela observava um mundo tão belo.”

                                                                                             A Professora 
                                                                                      Helena Magalhães
                                                                                       (Equipa da BE - DLDM)
                                                                                         



MENSAGEM DE BOAS-VINDAS


Olá, amigos leitores e colaboradores

Cá estamos, de novo. Uma novo ano letivo já começou e, depois das primeiras atividades, eis que surgem os primeiros trabalhos para serem publicados neste nosso e vosso Blogue.

A mensagem que queremos deixar é de boas-vindas e desejar que as energias sejam muitas para produzirmos textos novos, criativos, apelativos e indutores de leituras.

Agradecemos, desde já a vossa colaboração e participação ativa neste Blogue que está para vós e para o mundo.

Bom trabalho

                                                                        A professora

Helena Magalhães
(Equipa da Biblioteca Escolar - Escola EB Deu-la-Deu Martins)

terça-feira, 6 de junho de 2017

DE LIVRO EM LIVRO

FÁBULAS DE ESOPO

Estes contos foram recontados por Fiona Waters

De entre todos escolhi este:

“A Águia e a Tartaruga”

Era uma vez uma tartaruga, que era lenta como todas as outras.
Certo dia decidiu dar um passeio, enquanto se arrastava calmamente.
Era uma tartaruga que odiava ser vagarosa, mas tinha poucas qualidades e muitos defeitos.
Levantou o pescoço e olhou com inveja para as aves que voavam pelo céu.
Quando olhou para baixo, viu uma águia gigante sentada em cima de uma pedra. Como um dos sonhos da tartaruga era voar…. O que achas que lhe aconteceu?
Lê este texto e descobrirás!!!


Beatriz Merim, n.º 2, 5.º B

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Breve comentário



“Vaticanum” é mais um romance de José Rodrigues dos Santos: o 16º (Gradiva, 1.ª edição de outubro de 2016). Assume assunto histórico, mas de teor contemporâneo. O argumento tem por base as palavras de Jesus Cristo: “Ninguém pode servir a dois Senhores: ou não gosta de um deles e estima o outro, ou há de ser leal a um deles e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mat 6, 24). Tem CI capítulos, Prólogo e Nota Final.
O tema deste romance são os escândalos financeiros do Banco do Vaticano (IOR) e outros com ele relacionados, como o Ambrosiano: lavagem de dinheiro sujo e aplicações financeiras em atividades contrárias aos princípios da ética católica. As informações sobre a mafia e valores transferidos, diz o autor, são verdadeiros. O discurso é de leitura fácil e as unidades sequenciais são encadeadas. A trama dramática, quase trágica, é aliviada com alguns momentos narrativos e descritivos portadores de suavidade, elevação ou deleite. A caracterização do cardeal Barboni é cómica, roçando o satírico. Abundam expressões de calão italiano.
O protagonista é a personagem Tomás de Noronha: historiador, investigador, criptanalista.
Este romance serve para colocar diante dos leitores a “porcaria” que infesta o Vaticano. Desta vez, o acento incide só sobre assuntos financeiros, desmascarando personalidades reais. Há Judas no Vaticano. Os truques de enredo assentam basicamente em enigmas que Tomás de Noronha se encarrega de descodificar. O tom enigmático está presente em toda a narrativa.
Tudo começa pelos alicerces do Vaticano, tendo por meta a descoberta das ossadas de São Pedro. Termina com o encontro dramático entre Tomás de Noronha e o Papa em suplício.
 Tomás de Noronha é convidado para as investigações arqueológicas nas catacumbas do Vaticano: encontro das ossadas de Pedro. Depois, foi envolvido nos acontecimentos de roubo de documentos do Vaticano e rapto do Papa. Os enigmas começam com o nome de Tomás pronunciado ao contrário (Samot ) pelo Papa. Depois, veem as profecias catastróficas de S. Malaquias, S. Pio X e Fátima, relacionadas com o papado, sendo este papa apontado como o último, surgindo a catástrofe final.
São aduzidas muitas peripécias que vão entretendo o leitor, relacionadas com as investigações, com as audiências com o Papa e outros Cardeais. Nas primeiras investigações nos subterrâneos do Vaticano, Tomás é acompanhado pela namorada Maria Flor (até ao capítulo XVII), não lhe sendo permitido participar na reunião com o Papa (capítulo VIII). Nos capítulos que se seguem, Tomás Noronha é posto a par das preocupações do Papa. No capítulo XVI, é-lhe apresentada, para as novas investigações, a auditora das contas de Santa Sé (COSEA: Comissão para a Organização da (E)strutura) Económica e Administrativa), Catharine  Rauch. Tudo se desenvolve a partir do conhecimento que se toma do assalto por um grupo jiadista. A acção principal passa-se no período de um dia, terminando com a cena de situações dramáticas de Tomás de Noronha que, não compreendido nem apoiado, se lança, de acordo com a decifragem dos enigmas, na descoberta do Papa sob a cripta da Basílica de S. Pedro. As palavras pronunciadas pelo Papa em cativeiro (“Pedro foi o primeiro papa e que eu não seja o último”; “Que monsenhor Dardozzi e todos rezem por mim e pela humanidade. O amor de Cristo será para sempre o nosso troféu”, capítulo L, pág. 244) funcionaram como um verdadeiro enigma que Tomás  foi decifrando, investigação após  investigação,  e,  à luz disso, chegou ao local do sequestro. O rapto do Papa, que o levaria à degolação transmitida em direto pela internet, começou mas não se consumou, coroando assim a heroicidade de Tomás de Noronha.
No fim de tudo, quem sai denunciado é o Cardial Angelo Barboni, Secretário de Estado do Vaticano, que colabora em todo o esquema de rapto. É o Judas, traidor. O mau cheiro que é registado pelo romancista logo nos primeiros capítulos funciona como indício da porcaria em que a Santa Sé se encontra embrulhada. O primeiro a cheirar mal foi Barboni. Este comportamento do banco do Vaticano cheira muito mal. No entanto, o romancista não denigre a imagem da Santa Sé, procurando até desculpá-la com a intervenção da maçonaria e da mafia, através de banqueiros e políticos que se infiltraram. O que fez o banco da Vaticano, infelizmente, é comum. Mas não se limpa.

O Papa Francisco sai de toda esta teia, que envergonha a Igreja, honrado, elevado, dignificado, sendo mesmo caracterizado como um bom representante de Pedro e de Cristo, revelando um coração bondoso, misericordioso e compassivo, mesmo no meio da situação de extremo sofrimento a que o levou o rapto. O mesmo acontece com Bento XVI, que é dignificado, e reconhecendo-se impotente para regenerar a Cúria Romana, renunciou.

Professora : Antónia Cunha