sábado, 19 de novembro de 2016

Contando uma História

No âmbito desta atividade, eis que surge mais um trabalho, muito engraçado, realizado pelos alunos, Rodrigo C. Afonso e Tiago A. Sousa, da turma P3B , da Escola de Pias.
Após a história: "A semente da verdade" apresentada, ou melhor, contada pelo Professor Bibliotecário - Fernando Magalhães, o professor titular daquela turma - Custódio Lomba - selecionou o trabalho que se segue para ser publicado neste Blog.

A Professora 
Helena Magalhães
(Equipa da BE)



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O Estrangeiro


É um livro que, apesar de ter sido lançado em 1942, é intemporal.

Mostra que, para simplificarmos a nossa vida, nas nossas interações sociais, somos, muitas vezes, “politicamente corretos”, dizendo muito mais do que realmente sentimos, dizendo muito mais do que aquilo que é. Dizendo o que os outros querem ouvir. São estas as regras do jogo na nossa sociedade.

Meursault, o protagonista da história, nega-se a mentir, a dizer mais do que sente, a dizer mais do que é. Mostra os seus verdadeiros sentimentos. É um “ homem nú”, transparente. Mostra o seu verdadeiro interior e isso fá-lo ser diferente, fá-lo ser um “estrangeiro na sua própria terra”, o que o transforma numa ameaça para a sociedade a acaba na sua condenação.

A leitura desta obra, apesar de, por vezes, me “arrepiar” um pouco (estamos sempre a ser avaliados pela sociedade), foi um prazer.

É, sem dúvida, um bom presente de Natal!


Fernando Magalhães

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

AUTOR DO MÊS

Este ano letivo a biblioteca escolar de Tangil criou uma atividade em que todos os alunos poderão participar, basta estarem atentos.
Esta atividade põe em destaque pistas sobre um determinado autor.
Para o efeito, está reservado um espaço específico onde serão colocadas.
Lê-as com atenção pois elas ajudar-te-ão a descobri-lo/la.
No final do mês será dada a solução, divulgada a biografia e apresentada uma pequena coletânea de obras escritas por esse/a autor/a, onde todos os interessados podem consultar um ou vários exemplares da sua obra.
Esta iniciativa será desenvolvida mensalmente, pela equipa da biblioteca, tornando esse espaço mais ativo, dinâmico e cada vez mais próximo de ti. Assim, todos os meses ao       dirigir-te à biblioteca tens acesso a nova informação.


OUTUBR0

Pistas

- Nasceu no Porto;

- Morreu aos 84 anos;

- Tem uma biblioteca com o seu nome;

- Recebeu vários prémios, conderações e homenagens;

 - O mar é um dos conceitos chave.


Descobre-o/(a)
                  Boa sorte

Biografia 

 Sophia de Mello Breyner Andresen nasce a 6 de novembro 1919 no Porto, onde passa a infância.
Entre 1936 e 1939 estuda Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publica os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia.
Casada com Francisco Sousa Tavares, passa a viver em Lisboa. Participa ativamente na oposição ao Estado Novo e é eleita, depois do 25 de Abril, deputada à Assembleia Constituinte.
Tinha cinco filhos: Miguel Sousa Tavares, Sofia Sousa Tavares,…
Irmãos: João Henrique de Mello Breyner Andresen, Gustavo António de Mello Breyner Andresen, Tomás de Melo Breyner.
Autora de catorze livros de poesia, publicados entre 1944 e 1997, escreve também contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro. Traduz Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses. Em 1994 recebeu o Prémio Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores e, no ano seguinte, o Prémio Petrarca, da Associação de Editores Italianos, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana.
O seu valor, como poetisa e figura da cultura portuguesa, foi também reconhecido através da atribuição do Prémio Camões, em 1999. Foi a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão, que, para além do valor pecuniário de 42 070 euros, significa ainda a edição de uma antologia bilingue (português-castelhano), o que levará a autora a um vastíssimo público que cobre os países latino-americanos.
Com uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objetos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os dias. A sua obra, várias vezes premiada está traduzida em várias línguas.
Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu a 2 de julho de 2004, com 84 anos, em Lisboa, e o seu corpo foi trasladado para o Panteão Nacional precisamente a 2 de julho de 2014, 10 anos após o seu falecimento.
Com o objetivo de homenagear a grande escritora e perpetuar o seu nome num edifício de grande valor cultural a Biblioteca Municipal de Loulé passou a ter também uma patrona, chamando-se Biblioteca Municipal de Loulé Sophia de Mello Breyner.


Bibliografia
Na lírica, estreou-se com Poesia (1944)
Dia do Mar (1947),
 Coral (1950),
No Tempo Dividido (1954),
Mar Novo (1958),
O Cristo Cigano (1961),
 Livro Sexto (1962, Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores),
Geografia (1967),
Dual (1972),
 O Nome das Coisas (1977, Prémio Teixeira de Pascoaes),
 Navegações (1977-82) e Ilhas (1989).
Este último voltou a ser publicado em 1996, numa edição de poemas escolhidos acompanhada de fotografias de Daniel Blaufuks. Em 1968, foi publicada uma Antologia e, entre 1990 e 1992, surgiram três volumes da sua Obra Poética.
Musa (1994) e O Búzio de Cós (1997). Colaborou ainda com Júlio Resende na organização de um livro para a infância e juventude, intitulado Primeiro Livro de Poesia (1993).

Em prosa, escreveu
O Rapaz de Bronze (1956),
Contos Exemplares (1962),
Histórias da Terra e do Mar (1984),
A Fada Oriana (1958),
A Menina do Mar (1958),
Noite de Natal (1959),
O Cavaleiro da Dinamarca (1964),
A Floresta (1968).
É ainda autora dos ensaios Cecília Meireles (1958),
Poesia e Realidade (1960),
O Nu na Antiguidade Clássica (1975), para além de trabalhos de tradução de Dante, Shakespeare e Eurípedes. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Escritor do mês de novembro


Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada 

Ana Maria Magalhães, nome literário de Ana Maria Bastos de Oliveira Martinho, é uma escritora portuguesa, principalmente direcionada para a literatura infanto-juvenil. É principalmente conhecida por ter escrito a coleção Uma Aventura, em dupla com Isabel Alçada, ex-Ministra da Educação. Conheceu Isabel em Outubro de 1979, no primeiro dia do ano letivo, na sala de professores da Escola Básica Fernando Pessoa, em Lisboa. Ambas docentes de Língua Portuguesa nessa escola, publicaram o primeiro livro da saga, Uma Aventura na Cidade, em 1982. O número mais recente foi escrito e publicado em 2014.nasceu em Lisboa no dia 14 de Abril de 1946.
Licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa. É professora de Português e História no ensino preparatório desde 1969. Professora destacada no serviço de ensino básico e secundário de português no estrangeiro durante dois anos. Formadora de professores de história. Professora destacada no Instituto de Educação Educacional para realizar um estudo sobre os hábitos de leitura das crianças e jovens portugueses. É uma escritora portuguesa de literatura infanto-juvenil. Esta escritora destacou-se pelos livros da coleção Uma aventura, destinados a jovens, que tiveram grande sucesso. Conheceu Isabel Alçada em 1976, à porta da escola Fernando Pessoa em Lisboa. Em 1982 escreveram o seu primeiro livro: Uma aventura na cidade. Não foi fácil arranjar editora. Só a Editorial Caminho quis apostar na edição do livro.
Isabel Alçada, nome literário e profissional de Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar), é uma professora e escritora portuguesa. Nasceu em Lisboa no dia 29 de Maio de 1950.Licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa.
Orientadora de História durante três anos. Técnica do ministro da Educação para a reforma do ensino secundário. Professora convidada pelo Instituto de Inovação Educacional para realizar um estudo sobre os hábitos de leitura das crianças e jovens portugueses. Foi Ministra da Educação. Iniciou-se na escrita juvenil em 1982, juntamente com Ana Maria Magalhães. Dessa parceria resultaram mais de 50 títulos da coleção ”Uma aventura”.

Obra

Conheces estes livros de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada?
Uma Aventura na cidade

É o primeiro livro em que se começam a juntar os elementos deste grupo de amigos: as gémeas, os três rapazes e os dois cães que os acompanham nas aventuras. Tudo começa quando Teresa e Luísa detetam movimentações suspeitas numa velha garagem. E não sossegam até investigarem e descobrirem tudo o que está a passar ali...

Os Primeiros Reis - História de Portugal I volume
Ao todo, a coleção tem seis obras que ajudam a conhecer melhor a História do nosso país. Neste primeiro volume, que tem como coautor o grande historiador José Mattoso, podes ficar a saber tudo sobre os acontecimentos que datam da época da reconquista até ao reinado de D. Sancho II.
A Terra Será Redonda
As viagens no tempo são o tema desta coleção de quinze livros, que nos faz ficar próximos dos grandes momentos da nossa História. Neste caso, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada levam-nos para o tempo dos navegadores portugueses, como Diogo Cão. Quando estes descobriram que era possível navegar para sul do cabo Bojador, a maior parte dos homens tinha dúvidas sobre a forma da terra. Seria plana ou redonda?

Os Primos e a Bruxa Cartuxa
Uma história para os leitores mais novos: uma baleia presa no gelo do Pólo Norte pediu ajuda, e os primos vão ajudá-la, apanhando uma boleia na vassoura da Bruxa Cartuxa. Há mais três livros publicados na coleção "Floresta mágica": Os Primos e a Fada Atarantada, Os Primos e o Feiticeiro Lampeiro; e Os Primos e o Mago Envergonhado.

 A Joaninha Vaidosa
Uma coleção que tem animais como protagonistas, e que ensina valores importantes. Depois dos livros A Gata Gatilde, O Leão e o Canguru, e O Crocodilo Nini, chega a vez de uma Joaninha à procura da sua identidade própria.

Uma Aventura nas ilhas de Cabo Verde
O grupo de amigos ganhou um concurso de televisão, cujo prémio é uma viagem a Cabo Verde. Mas os acontecimentos precipitam-se quando um rapaz, que viajava no mesmo avião que eles, à chegada à ilha do Sal, escreve uma mensagem SOS com um fósforo na pele do próprio braço. E os nossos heróis acabam por tropeçar ainda num mapa do tesouro.


Fonte: http://www.uma-aventura.pt/index.php?

quarta-feira, 26 de outubro de 2016


Contando uma história - EB1/JI de Pias


A atividade "Contando uma história", preparada pelo professor bibliotecário - Fernando Magalhães desta vez foi destinada à turma P2A, do professor Francisco Ramos que, prontamente, dinamizou, com esta turma, um reconto muito engraçado, juntamente com as respetivas ilustrações, que a seguir temos o prazer de publicar.


Texto coletivo – reconto da história “A semente da verdade”      

A semente da verdade


     Era uma vez um menino chamado Ping. Ele era o melhor jardineiro de toda a China. Sabia todos os segredos para obter plantas bonitas e viçosas. Sabia qual a melhor terra, a melhor água, o melhor fertilizante…
    Um dia o imperador da China sentiu-se triste e angustiado, porque não tinha filhos, nem mesmo família próxima para ser o seu sucessor. Ele adorava as plantas e os animais, então decidiu que seriam as plantas a escolher o seu sucessor.
   Os conselheiros do imperador acharam que esta ideia era tonta e ao mesmo tempo perigosa, mas o imperador da China foi firme na sua decisão.
    O imperador pensou… e pensou… até que resolveu chamar ao seu palácio todas as crianças da China. Deu uma semente a cada uma delas e o prazo de um ano, para que trouxessem a flor mais bonita de todo o império.
     Todas as crianças se sentiram ansiosas e com a ilusão que iriam ser os sucessores do imperador. Ping, quando recebeu a sua semente ficou entusiasmado, feliz e convencido que seria ele o vencedor.
    Quando chegou a casa, Ping colocou a sua semente num bonito vaso, com a melhor terra, o melhor adubo e regou-a com água nascente.
     O tempo foi passando, mas a planta não tinha germinado. Ping sentiu-se preocupado, então decidiu colocá-la num vaso maior e esperar que ela germinasse.
      Passou o outono, até que chegou o fim do inverno e... nada. A planta não germinou. Ping estava triste e aflito.
       Finalmente, chegou a primavera e com ela o fim do prazo. A planta não nasceu. Ping conversou com o seu pai, que o aconselhou a contar toda a verdade ao imperador da China, por muito triste que ela seja.
      No dia de mostrar as flores ao imperador, Ping sentia-se envergonhado e com medo de ser gozado pelas outras crianças e repreendido pelo imperador.
     O imperador viu aquelas plantas tão bonitas e viçosas, mas mesmo assim sentiu-se triste porque ainda não tinha encontrado o seu sucessor.
     Quando chegou a vez de Ping, o imperador perguntou-lhe: “Porque é que trazes um vaso vazio, se eu pedi uma bonita flor?” Ping baixou a cabeça com vergonha e contou toda a verdade: “Eu fiz o que me mandou. Coloquei a semente num bonito vaso, com a melhor terra, o melhor adubo e água nascente. Dei todos os cuidados e carinhos… mesmo assim a planta não germinou.”
   O imperador sorriu e deu um abraço a Ping. Ele estava feliz por ter finalmente descoberto o seu sucessor.
  O imperador tinha queimado todas as sementes para que nenhuma florescesse. Todas as crianças tinham trocado a semente, menos Ping.
   Ping foi anunciado imperador da China, por ter sido honesto e verdadeiro.

“Devemos dizer sempre a verdade, por mais triste que ela seja.”


     
     

Equipa da Biblioteca Escolar



"Contando uma história" - EB1/JI DE PIAS


Foi com muito entusiasmo e emoção que as crianças do ensino pré-escolar de Pias participaram na atividade “Contando uma história”, realizada pelo professor bibliotecário, Fernando Magalhães, na biblioteca da escola.

Nesta atividade, onde estiveram envolvidos os educadores Céu Pontes (Grupo PJ1) e Carla Antunes (PJ2), foi explorada a história da "Eu e o meu Papá", de Alison Ritchie e resultaram os trabalhos a seguir apresentados.




Equipa da Biblioteca Escolar

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Autor do mês de outubro 2016

Fernando António Nogueira Pessoa

Introdução

Fernando António Nogueira Pessoa foi um dos mais importantes escritores e poetas do modernismo em Portugal. Nasceu em 13 de junho de 1888 na cidade de Lisboa (Portugal) e morreu, na mesma cidade, em 30 de novembro de 1935.

Biografia resumida
Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de junho de 1888 — Lisboa, 30 de novembro de 1935), foi um poeta, escritor, publicitário, astrólogo, crítico literário, inventor, empresário, tradutor, correspondente comercial, filósofo e comentarista político português.
Fernando Pessoa é o mais universal poeta português. Por ter sido educado na África do Sul, numa escola católica irlandesa, chegou a ter maior familiaridade com o idioma inglês do que com o português ao escrever os seus primeiros poemas nesse idioma. O crítico literário Harold Bloom considerou Pessoa como "Whitman renascido", e  incluiu-o no seu cânone entre os 26 melhores escritores da civilização ocidental, não apenas da literatura portuguesa mas também da inglesa.
Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa traduziu várias obras em inglês (e.g., de Shakespeare e Edgar Poe) para o português, e obras portuguesas (nomeadamente de António Botto e Almada Negreiros) para o inglês.
Fernando Pessoa foi morar, ainda na infância, na cidade de Durban (África do Sul), onde o seu padrasto era cônsul. Neste país teve contato com a língua e literatura inglesa. Adulto, Fernando Pessoa trabalhou como tradutor técnico, publicando os seus primeiros poemas em inglês. Em 1905, retornou sozinho para Lisboa e, no ano seguinte, matriculou-se no Curso Superior de Letras. Porém, abandou o curso um ano depois.
Pessoa passou a ter contato mais efetivo com a literatura portuguesa, principalmente Padre Antônio Vieira e Cesário Verde. Foi também influenciado pelos estudos filosóficos de Nietzsche e Schopenhauer. Recebeu também influências do simbolismo francês. Em 1912, começou suas atividades como ensaísta e crítico literário, na revista Águia. 
A saúde do poeta português começou a apresentar complicações em 1935. Neste ano, foi hospitalizado com cólica hepática, provavelmente causada pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Sua morte prematura, aos 47 anos, provavelmente aconteceu em função destes problemas, pois apresentou cirrose hepática.

O ortónimo e os heterónimos de Fernando Pessoa
Fernando Pessoa usou em suas obras diversas autorias. Usou seu próprio nome (ortónimo) para assinar várias obras e pseudónimos (heterónimos) para assinar outras. Os heterónimos de Fernando Pessoa tinham personalidade própria e características literárias diferenciadas. São eles:
Álvaro de Campos
Era um engenheiro português de educação inglesa. Influenciado pelo simbolismo e futurismo, apresentava certo niilismo em suas obras. 
Ricardo Reis
Era um médico que escrevia suas obras com simetria e harmonia. O bucolismo estava presente em suas poesias. Era um defensor da monarquia e demonstrava grande interesse pela cultura latina.
Alberto Caeiro
Com uma formação educacional simples (apenas o primário), este heterónimo fazia poesias de forma simples, direta e concreta. Suas obras estão reunidas em Poemas Completos de Alberto Caeiro.

Equipa da Biblioteca Escolar