quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Explicação dos Pássaros
Rui S. é um professor universitário em crise. Abandonado pela primeira mulher, com quem teve dois filhos, casou-se novamente apenas para evitar a solidão. Por conta dos rumos que escolheu para a própria vida, é desprezado pelo pai e pela família. Após visitar a mãe agonizante num hospital de Lisboa, parte de carro com Marília, sua segunda mulher, numa viagem de quatro dias em que lhe pretende pedir a separação… Ao longo desta viagem, todo o passado de Rui S. é descortinado, incluindo os detalhes da separação pedida pela primeira mulher, a inadaptação à sua família, sociedade, filhos e amigos, tudo parece levar Rui S. a um final trágico… Lobo Antunes tem uma escrita densa, labiríntica, é necessário algum esforço de leitura para não «perder o fio à meada». Ocorrem várias descrições simultâneas, tanto físicas como de pensamentos. É habitual uma realidade do passado estar misturada com uma realidade do presente. No meio de um diálogo serem inseridos diálogos imaginários ou do tempo passado. Mas a genialidade e a inteligência estão presentes em todas as páginas, em todos os parágrafos… É um desafio que vale a pena…
A Solidão dos Números Primos de Paolo Giordano



Um número primo é por inerência uma “ coisa solitária”: só pode ser dividido por si próprio e pela unidade. Nunca encaixa verdadeiramente com os outros números. Alice e Mattia são solitários por natureza e feitio…
Na infância a vida de ambos foi perturbada por episódios traumáticos. Alice é obrigada pelo pai a frequentar um curso de esqui para ser forte e competitiva, mas um acidente terrível deixará marcas no seu corpo para sempre. Mattia é um menino muito inteligente cuja irmã gémea é deficiente. Quando são convidados para uma festa de anos, ele deixa-a sozinha num banco de jardim e nunca mais torna a vê-la. Estes dois episódios irreversíveis marcarão a vida de ambos para sempre. Quando estes "números primos" se encontram são como gémeos, que partilham uma dor muda que mais ninguém pode compreender.
Este romance aborda temas tão diversos como a crise de crescimento na adolescência, o medo de viver e amar, a sensação de culpa e remorso e a procura de redenção.
Ganhou o prémio Stregga e a menção honrosa do Campiello, os dois prémios literários mais importantes de Itália, e está a ser traduzido em mais de 20 países.
Saverio Costanzo adaptou ao cinema este best-seller.

terça-feira, 12 de junho de 2012




E que palavra mais doce, mais terna poderia eu encontrar para me despedir, neste final de ano letivo?

 Como já confessei, neste pequeno grande espaço, há umas semanas atrás, José Luís Peixoto faz parte da minha lista de autores preferidos. Por isso, aqui vos deixo mais uma sugestão de leitura para férias.

Gostei mais de LIVRO, talvez porque, fiel leitora do Jornal de Letras, já conhecia algumas das crónicas presentes em ABRAÇO.

Apesar do “dejá vu”, achei este ABRAÇO (presente de Natal) fascinante e mais uma vez me senti como que “sugada” para dentro da narrativa, vivendo e partilhando alguns dos seus segredos, das suas memórias, das suas intimidades, das suas experiências …Que belo momento de aconchego!!!  Um agradecimento a José Luís Peixoto por se entregar desta maneira aos seus leitores.

Este livro não é um romance, é uma espécie de autobiografia, um perfeito e harmonioso conjunto de crónicas e textos escritos ao longo de uma década.

Não percam tempo, abracem a leitura e, no próximo ano letivo, partilhem connosco as vossas leituras.

Boas férias e um grande… grande

                                                        ABRAÇO!



Nota: Em lista de espera já tenho Walter Hugo Mãe, Gonçalo M. Tavares, Jacinto Lucas Pires…

Rosa Faria

                           
Diz o Avô
Tens cabelos brancos.
Mas porquê, avô?
Caiu muita neve
Na estrada onde vou.
 
 
Tens rugas na face
Mas porquê, avô?
Bateu muito sol
Na estrada onde vou.
 
Tens olhos baços.
Mas porquê, avô?
Pousou nevoeiro
Na estrada onde vou.


Tens calos nas mãos.
Mas porquê, avô?
Parti muita pedra
Na estrada onde vou.
 
 
Tens coração grande.
Mas porquê, avô?
Nele mora a gente
Que por mim passou.”
                                                               Luisa Ducla Soares, A Cavalo no Tempo
(Continuação do poema)
Tens um bigode grande.
Mas porquê, avô?
Caiu muito adubo
Na estrada onde vou.

Tens umas mãos gigantes.
Mas porquê, avô?
Deus assim mas pôs
Na estrada onde vou.
Catarina Flores - nº3 - 6ºD

terça-feira, 5 de junho de 2012


Este livro dá- nos a conhecer um jovem estudante de Medicina, cheio de sonhos e de expectativas. É precisamente no dia em que entra na sala de anatomia que se vai deparar com um mundo com o qual não se identifica: o da insensibilidade e da frieza dos professores perante os corpos que ali se encontravam.

Para ele, Marco Polo, aqueles seres ali estirados não eram meros objetos de estudo, mas seres humanos que, tal como ele, tiveram também os seus sonhos, as suas expectativas, as suas ilusões e desilusões, enfim, as suas loucuras… Seres com uma história de vida. E que belas histórias de vida!

Nesta passagem, logo me lembrei da frase que todos nós já ouvimos ou lemos algures e que, apesar de revelar bem as nossas fragilidades, dela depressa nos esquecemos: “Lembra-te, ó homem, que és pó e em pó te hás de tornar” (Gen. 3, 19).

Um dia, no meio daquele amontoado de corpos, descobre um que logo lhe prendeu a atenção, dado o conteúdo da etiqueta de identificação: “Poeta da Vida”. Na busca da identidade de cada um deles, descobre que este tinha sido um grande cientista, um dos mais notáveis cirurgiões, um exímio professor universitário e antigo diretor daquela instituição a quem a vida passou uma enorme rasteira.

Nesta sua aventura, acaba por conhecer pessoas ilustres que se tornaram “sem-abrigo”, vítimas de perturbações psíquicas. Já formado, mas revoltado com a forma como estes pacientes eram tratados, vai, em nome dos seus ideais, enfrentar profissionais de renome internacional no sentido de mudar mentalidades. Será que vai conseguir?

   Um apaixonante romance que nos mostra como a psiquiatria, a psicologia, a filosofia, a poesia e a indústria farmacêutica poderão andar de mãos dadas.

          Aproveitem a sugestão e comecem já, porque ler Cury é mergulhar no mundo da espiritualidade.

                                                                                            Rosa Faria


sexta-feira, 25 de maio de 2012


"Viver não é necessário. Necessário é criar."

                                                                       Fernando Pessoa



É precisamente àqueles a quem o Além dotou de criatividade e a usaram em prol dos outros que quero deixar neste pequeno espaço a minha homenagem.

Bem hajam por nos fazerem sonhar, por tornarem o nosso dia-a-dia mais risonho com a beleza das vossas obras!

Na nossa escola, este dia foi assinalado com uma exposição de biografias elaboradas pelos alunos e a divulgação de escritores, através da projeção de uma apresentação PowerPoint.

       Vá lá, estão quase de férias, sejam criativos!

        E para terminar, a equipa da biblioteca agradece a todos os que têm contribuído para que estas iniciativas se concretizem.

                                                                                                                                Rosa Faria

   

quarta-feira, 23 de maio de 2012


QUADROS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL

Numa  oferta do Sr. Ministro da Educação e Ciência—Dr. Nuno Crato - recebeu a nossa biblioteca escolar , pela mão do Sr. Diretor deste Agrupamento — Dr. Sérgio Gonçalves, um exemplar do livro “Quadros da História de Portugal”.
“Escrita em 1917  e reeditada em 2010, ao obra revisita a história do nosso país através de alguns dos seus episódios mais marcantes e será certamente um recurso valioso dentro e fora da sala  de aula.
Graças à generosidade da Gradiva e do Montepio Geral, esta obra volta a estar disponível para os nossos alunos.”
                                                 Adaptado da carta do Sr. Ministro da Educação e Ciência

                                                                                                                                              A Professora Bibliotecária

                                                                                                                                                    Helena Magalhães